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19/06/2011

NO JARDIM DA VIDA. Eu chorei...


(fotografia Norma Villares, clica na imagem pra ver melhor)

Rosa

Rosa colhia sozinha
Lindas rosas no jardim
E nas faces também tinha
Duas rosas de carmim.

Cheguei-me e disse-lhe: Rosa
Qual dessas rosas me dás?
As da face primorosa
Ou essas que unindo estás?…

Ela fitou-me sorrindo,
Ainda mais enrubesceu;
Depois, ligeira fugindo,
De longe me respondeu:

“Não dou-te as rosas das faces
Nem as que tenho na mão:
Daria, se me estimasses,
As rosas do coração.”

Afonso Celso de Assis Figueiredo Junior. (nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, a 31 de Março 1860, e morreu no Rio de Janeiro em 11 Jul 1938).


(fotografia Norma Villares, clica na imagem pra ver melhor)

(clica na imagem pra ver melhor)

(fotografia Norma Villares)

Essa poesia minha mãe me ensinou criança pequenina para declamar no aniversário de meu pai, era uma festança na pequenina cidade. E aos três anos de idade ela ensinou meu filho para declamar em meu aniversário, foi uma linda surpresa do coração. E aos 5 aninhos, no dia das Mães, ele subiu ao palco numa comemoração escolar, sem ter programado nadica de nada, risos... Para declamar a mesma poesia, mas ao iniciar percebeu que tinha esquecido a poesia, deu risadas desejou feliz dias das mães e desceu sem qualquer cerimônia, a pláteia inteira entrou em delírio de gargalhadas. Aos 7 anos de idade, ele e minha filha noutra comemoração do dias das mães, num salão lotado numa Doutrinária na Casa Espírita, também me surpreenderam oferecendo rosas, e cantaram uma linda canção:

Flor Mamãe

Andei por todos os jardins,
Procurando uma flor pra te ofertar,
Em lugar algum eu encontrei,
A flor perfeita pra te dar,
Ninguém sabia onde estava,
Esta flor, mimosa perfeição,
Ela se chama flor mamãe,
E só nasce no jardim do coração.(...)

E no jardim da vida eu chorei... eu chorei muito... eu chorei a singela riqueza da vida brota num coração exalante em perfume como as rosas odorantes da infância pueril. Gratidão e plenitude, minha'lma viveu cheirosa de amor, e o amor é o desabrochar das rosas airosas da vida, que enobrece os corações durante toda existência. Eu disse SIM. Diga SIM, a Flor da Vida! E no exato momento em que disser SIM vai abrir-se inebriado pelo perfume do amor e das rosas no jardim da vida... A Sarah e Manuel, meu filhos queridos, que muito amo de paixão, esse post é pra vocês pelo perfume que exalaram em minha vida. Norma Villares


Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como flores sem perfume. Vida, amor, beleza: eis a minha trindade.
K. GIBRAN

4 comentários:

Anônimo disse...

Norminha, eu também fiquei muito emocionada com uma homenagem de meus filhos. Gostei muito, me lembrei do meus filhos. Beijinhos
Vera

Eloah disse...

Norma! Lindo e comovente.Este é o teu Relicário.Todos temos.E... o amor e os gestos de amor são a figura central e mais importantes de todos os sentimentos.
Um grande abraço

angela disse...

Lembranças para aquecer o coração.
beijos

Sarah disse...

Também TE AMO muito, muito, muito!!!

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