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27/05/12

UMA SAUDADE...




Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

 

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite....


"Não deixe de fazer algo que gosta, devido á falta de tempo, pois a única falta que terá será esse tempo que, infelizmente, não voltará mais".


MÁRIO QUINTANA
 
 
Esse texto faz refletir sopbre a v ida que levávamos numa pequenina cidade em que vivíamos, era exatamente assim que acontecia. Segue uma fotografia da Praça principal da minha cidade. Fiquei nostálgica... Mas guardo bos lembranças.
Grande abraço a todooss blogueiros.
Norma Villares
 

27/02/12

Coração de mel...



Lua que minha alma prateia

Na faísca que ascende ao céu

Lúdica vida que mancheia

A beleza descortinada sem véus

Olhos de luar de prata clareiam

Sua imagem cinzelada ao léu

Sempre guardada na aldeia

De meu coração de mel...


Norma Villares

23.01.2012


19/01/12

Sem encanto não é ROSA!

(fotografia de Norma Villares)
Ainda sinto a bênção perfumosa que exala de seu centro essencial, rosas queridas que amo receber. Perfuma... E no jardim da vida floresceu, e no passo devagar silencioso vibrou para o aroma extasiar. Sinto sua delicada pétala numa névoa iluminada inspirando a escrita elevada. És o beijo do céu na mãe terra tão amada... Tênue e sonhada, és cantada por artistas lúdicos de almas aromáticas. És Divina beijo do sol curtida ao vento e deitada nas sombras escaladas. És a grande gloria do mundo, és rosas encantadas. Muito obrigada pelas rosas do amor... Muito obrigada...

Norma Villares

09/01/12

Você ama?


— Por que você nunca foi atrás?

— Sei lá…

Costumam falar que quem ama procura.

Ninguém me procurou, então achei melhor me afastar.

— Você os amava?

— Sim.

— Então por que não foi atrás?
(Silêncio)



(Angela T)







31/12/11

Ano Novo Brilhante!!!!!!!


“Ama sem paixão, espera sem angústia, trabalha sem expectativa de recompensa, serve a todos sem perguntar, aprende as lições da vida sem revolta, humilha-te sem ruído ante os desígnios superiores, renuncia aos teus próprios desejos, sem lágrimas tempestuosas, e a vontade justa e compassiva do Pai iluminar-te-á constantemente o coração fraterno e o caminho redentor!”
(Irmão Jacob (Voltei - Francisco Cândido Xavier)
Que o novo ano que está chegando faça sua estrela brilhar e que Deus acolha em seu manto de luz clareando seus caminhos em plenitude e que seja repleto de alegrias, de paz, humildade, harmonia, virtudes, esperança e fé. Confie nos recõnditos da natureza humana, pois sua verdade interior vai brilhar, com certeza absoluta. A Divina presença vai intergir intensamente nesse ano de 2012, e juntos contribuiremos com a Paz Universal.

Meu votos de Feliz 2012!
Abraços sublimes
Norma

02/12/11

HOMENS SÃO DE MARTE, MULHERES SÃO DE VÊNUS


*UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FRASES DESTE LIVRO DO EXCELENTE ESCRITOR JOHN GRAY

As mulheres precisam entender que quando ele está silencioso, ele está dizendo "Eu ainda não sei o que dizer, mas estou pensando nisso". Em vez disso, o que elas escutam é "Eu não estou respondendo a você porque eu não me importo com você e eu vou ignorá-la. O que você me disse não é importante e por esse motivo não estou respondendo".

As mulheres interpretam mal o silêncio de um homem. Dependendo de como está se sentindo naquele dia, ela pode começar a imaginar o pior - "Ele me odeia, ele não me ama, ele está me deixando para sempre". Isso pode, então, acionar seu medo mais profundo, que é "Eu tenho medo de que se ele me rejeitar, então eu jamais serei amada. Eu não mereço ser amada". Quando um homem está em silêncio, é fácil para uma mulher imaginar o pior porque os únicos momentos em que uma mulher ficaria em silêncio seriam quando o que ela tivesse a dizer fosse muito lesivo ou quando ela não quisesse falar com uma pessoa porque não mais confiasse nela. Não é de se admirar que as mulheres fiquem inseguras quando um homem de repente fica calado!

Eles podem sentir que intimidade demais rouba-lhes a força. Eles precisam regular o quanto se aproximam. Quando se aproximam demais de modo a se perder, disparam campainhas de alarme e se põem a caminho da caverna. Como resultado, ficam rejuvenescidos e encontram seu eu amoroso e poderoso de novo.

Fazer um homem se sentir errado por ir para dentro de sua caverna tem o efeito de empurrá-lo de volta, mesmo quando ele quer sair.

Minha esposa, Bonnie, algumas vezes usa essa técnica. Quando vê que estou na minha e caverna, ela vai às compras.

Quando ela estiver aborrecida por sua tendência de isolamento, ele pode desistir da caverna numa tentativa de satisfazê-la. Eis um grande erro. Se ele desistir da caverna (e negar sua verdadeira natureza), se tornará irritadiço, excessivamente sensível, defensivo, fraco, passivo ou intratável.
E para piorar as coisas, não saberá por que se tornou tão antipático.

A maioria das mulheres fica surpresa ao se dar conta de que, mesmo quando um homem ama uma mulher, periodicamente ele precisa se afastar antes de poder se aproximar. Os homens instintivamente sentem esse impulso de se afastarem. Não é uma decisão ou uma escolha. Simplesmente acontece. Não é nem culpa dele nem dela. É um ciclo natural.

As mulheres interpretam mal o afastamento de um homem porque uma mulher geralmente se afasta por razões diferentes. Ela se retrai quando não confia nele para entender seus sentimentos, quando foi machucada e tem medo de ser machucada de novo, ou quando ele fez alguma coisa errada e lhe desapontou. Certamente um homem pode se afastar pelos mesmos motivos, mas ele também se afastará mesmo que ela não tenha feito nada de errado. Ele pode amá-la e confiar nela, e de repente começar a se afastar. Como um elástico esticado, ele vai se distanciar e então voltar por si só.
Um homem se afasta para satisfazer sua necessidade de independência e autonomia.

Quando um homem volta, ele retoma o relacionamento no mesmo grau de intimidade em que estava antes de se esticar para longe. Ele não sente nenhuma necessidade de um período de readaptação.

Se compreendido, esse ciclo masculino de intimidade enriquece o relacionamento, mas como é mal compreendido, ele cria problemas desnecessários.

Se um homem não tiver a oportunidade de se afastar, ele nunca terá a chance de sentir seu forte desejo de estar perto. É essencial que as mulheres entendam que se elas insistirem em intimidade constante ou "correrem atrás" do seu parceiro íntimo masculino quando ele se afastar, então ele ficará quase sempre tentando escapar e se distanciar; ele nunca terá uma chance de sentir seu próprio desejo apaixonado por amor.

Comumente eu ouço a reclamação "Toda vez que quero conversar, ele se afasta. Sinto como se ele não se importasse comigo". Ela conclui erroneamente que ele não quer conversar com ela nunca.


Essa analogia com o elástico explica como um homem pode se preocupar muito com sua parceira, mas de repente se afastar. Quando ele se afasta, não é porque ele não queira conversar. Ao contrário, ele precisa de algum tempo sozinho; tempo para ficar consigo mesmo, para não ser responsável por ninguém mais. É um tempo para cuidar de si mesmo. Quando ele retornar, então estará disponível para conversar.

Até um certo ponto um homem se perde de si mesmo ao entrar em conexão com sua parceira. Sentindo as necessidades, problemas, vontades e emoções dela, ele pode perder contato com seu próprio sentido do eu. Afastar-se permite-lhe restabelecer seus próprios limites e satisfazer sua necessidade de se sentir autônomo.

Do mesmo modo que nós não decidimos ficar com fome, um homem não decide se afastar. É um impulso instintivo. (...) Entendendo esse processo, as mulheres podem começar a interpretar esse afastamento corretamente.

Esse ciclo natural do homem de se afastar pode estar obstruído desde sua infância. Ele pode ter medo de se afastar porque testemunhou a desaprovação de sua mãe ao distanciamento emocional de seu pai.
Tal homem pode nem notar que precisa se afastar. Pode inconscientemente criar discussões para justificar seu afastamento. Esse tipo de homem desenvolve mais o seu lado feminino, mas à custa da repressão de um pouco o seu lado masculino. Ele é um homem sensível – Ele tenta bastante agradar e ser amável, mas perde parte do seu eu masculino no processo. Ele se sente culpado em se afastar, sem saber o que aconteceu, perde seu desejo, poder e paixão; torna-se passivo e excessivamente dependente.

Entender esse ciclo de intimidade masculino é tão importante para um homem quanto para uma mulher. Alguns homens se sentem culpados por terem necessidade de passar algum tempo em suas cavernas ou podem ficar confusos quando começam a se afastar e então, mais tarde, se encolhem de volta. Eles podem erroneamente julgar que alguma coisa está errada com eles. Por isso é importante tanto para homens quanto para mulheres entender esses segredos sobre homens.

Sandra e Larry estavam casados há vinte anos. Sandra queria o divórcio e Larry queria tentar ainda fazer com que o casamento desse certo. Ela disse "Como é que ele pode dizer que quer continuar casado? Ele não me ama. Ele não sente nada. Ele se afasta toda vez que preciso que ele fale. Ele é frio e sem coração. Por vinte anos ele tem contido seus sentimentos. Eu não estou disposta a perdoá-lo. Eu não permanecerei nesse casamento. Eu já estou cansada de tentar fazê-lo se abrir e compartilhar seus sentimentos e ficar vulnerável". Sandra não sabia como tinha contribuído para o problema deles. Ela pensava que era tudo culpa do seu marido. Julgava que tinha feito de tudo para promover intimidade, conversa e comunicação, e que ele tinha resistido a ela por vinte anos. Depois de ouvir sobre homens e elásticos no seminário, ela caiu em prantos, pedindo perdão para o seu marido. Ela se deu conta de que o problema "dele" era problema "deles", homens.

Numa sessão particular de aconselhamento, Lisa me contou, "Não é mais divertido ficar com ele. Eu tentei de tudo para animá-lo, mas não funciona. Quero que façamos coisas divertidas juntos, como ir a restaurantes, fazer compras, viajar, ir ao teatro, festas, e dançar, mas ele não. Nós nunca fazemos nada. Só assistimos televisão, comemos, dormimos e trabalhamos. Eu tento amá-lo, mas estou com raiva. Ele costumava ser tão charmoso e romântico! Viver com ele agora é como viver com uma lesma.
Não sei o que fazer. Ele simplesmente não arreda pé!" Depois de aprender sobre o ciclo de intimidade masculino - a teoria do elástico - tanto Lisa quanto Jim se deram conta do que tinha acontecido. Eles estavam passando tempo demais juntos. Jim e Lisa precisavam passar mais tempo separados.

Clica aqui e leia esse interessante livro: Homens são de marte, mulheres são de vênus.

Este livro foi digitalizado por Raimundo do Vale Lucas, com a intenção de dar aos cegos a portunidade de apreciarem mais uma manifestação do pensamento humano. Corrigido, formatado e convertido para PDF. Se você gostou deste livro compre o original e valorize o trabalho do autor.






Boa leitura!!!!!!!!!!!!!! Abraços sublimes



fonte: http:/secth.com.br/books/homens_sao_de_marte_mulheres_sao_de_venus.pdf
http://gabbriel.multiply.com/journal/item/6/Homens_sao_de_Marte_mulheres_de_Venus
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