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26/08/2009

SAUDADES

A vida é canção

Asas de passarinho

Que voa além do ninho

Trazendo notícias

De muitos sonhos

Com despertar


A canção que canto agora

Tem ares de saudades

Uma canção longa

Ardente como chama d’alma

Quente como brasa que arde

Sem me queimar...


A canção é feita de vida

No festivo concerto da alma

Delirante... sempre acalma

E sua ausência dói sorrateira

As doces melancolias

Como tralhas cortantes

Vívidas em recordar


A saudade é menor que o amor

O puro amor do reencontro

Feliz e doce união

De almas partidas

Na distância inexistente

Unidas por fios sutis

Insistente em reencontrar


A dor tão sentida do peito

Que a saudade deixou

Alenta minh’alma

Nas noites sem você

Mas vida vivida com sabor

Traz na mala, a saudade e o amor

Presença do encanto

Que vida presenteou


Minha canção é você

Que no vôo celestial

Pousou em minh’alma

E na bagagem trouxe a luz

Ressoando na essência,

Libertando a gratidão de caminhar

Com mãos dadas para amar

Outra vez neste reencontro


Minha amada

Alma leve de aura suave

Que reluz com brilhos de raio de sol

E espelha em seu olhar

O riso mais lindo do universo

E toca silente no coração

Saiu para o vôo celestial

E como flecha certeira

Entrou na carne para alegrar

Gerada no ventre sagrado

Desta velha alma sedenta de amor


Festival de alegrias

E no vôo da liberdade

Deixa no peito uma saudade...

Chora dengosa a saudade

Canta pianinho no coração

Abrindo a luz para esta canção

Ao grande amor da minha vida

Encantos do passado

Reencontros no presente

Linda!

Sabe porque?

Amo você!

Saudades de você!

Feliz Aniversário!


Norma Villares

26.08.2009



10 comentários:

Marcos Takata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos Takata disse...

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
Gibran Kahlil Gibran

Os passarinhos tem sua hora de voar, chegou a hora dela construir o próprio caminho, segue este poema para matar a saudade de sua filha. Bijus

Norma Villares disse...

Lindo seu comentário, preciso lembrar disto. Obrigada

Recanto da Astrologia disse...

Norma, é assim mesmo, um dia os filhos se vão. Lindfa demonstração de amor e saudades. Beijo no core

Norma Villares disse...

Eu sei Vânia, mas é muito difícil. Obrigada amigos. Beijo nos corações de todos vocês

Peregrina da Luz disse...

Olá amiga, como está? Estou vendo este poema e vejo que sentes muitas saudades da filha. Faz parte da vida, os filhos vão9 seguir seu destino. Melhoras. Beijo no coração

Lívia Luz disse...

Olá amiga Norma, tá com saudades gostosas da filha. Tudo passa! Não fique assim não, eu sei que é muito difícil que a falta faz. Abraços

Anne Lieri disse...

Que blog mágico,Norma!Tudo que li e ouvi me encantou como uma criança quando chega ao parque de diversões pela primeira vez!Bela demais sua poesia!Bjs,

angela disse...

Norma
Lindo seu poema, o blog todo é lindo. Beijos

Norma Villares disse...

A casa de vocês, sempre serão bem vindas(os) Muito obrigada amigas(os) do peito e da alma, de perto e de longe, seus comentários alenta minha alma. Sublimes abraços

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