"[...]



Quem é o autor deste poema?
Este poema não é de Maiakovski, poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin. Ele nunca escreveu este poema no início do século XX.
Este poema é de Eduardo Alves da Costa, nascido em Niterói, publicado no livro "Os Cem Melhores Brasileiros do Século", organizado por Jose Nêumanne Pinto, pag. 218.. Ele garante que Maiakovski nada tem a ver com o tema, assim noticia a Folha de São Paulo, edição de 20.09.2003, na íntegra:
Um Maiakóvski no caminho
Esta confusão de 30 anos foi resolvida na novela "Mulheres Apaixonadas", este poema foi escrito nos anos 60 pelo poeta fluminense Eduardo Alves da Costa, era quase sempre creditado ao russo Vladimir Maiakóvski (1893-1930).Na novela, Helena (Christiane Torloni) leu um trecho do poema, dando o crédito correto.
Eduardo Alves da Costa falou no Jornal a Folha:
Costa - uma enxurrada muito grande. Saiu em jornais com crédito para Maiakóvski. Fizeram até camisetas na época das Diretas-Já. Virou símbolo da luta contra o regime militar.
Como surgiu o engano?
Costa - O poema saiu em jornais universitários, nos anos 70. O psicanalista Roberto Freire incluiu em um livro dele e deu crédito ao russo e me colocou como tradutor. Mas já encomendei da França a obra completa do Maiakóvski. Quando alguém me questionar, entrego os cinco volumes e mando achar o poema lá.
É plágio?
Outro questionamento é o de plágio de um outro poema, um trecho de sermão, de um pastor luterano, alemão, da época do nazismo, Martin Niemöller, publicado 1933.| 1º) Zuerst kamen sie für die Kommunisten, und ich war nicht Kommunist, und da hab ich nichts gesagt und nichts getan, und dann kamen sie für die Gewerkschaftler, und ich war kein Gewerkschaftler,und sie kamen für die Sozialdemokraten, und sie kamen für die Katholiken, und sie kamen für die Juden, und ich war keiner von denen, und dann kamen sie für mich, und da war keiner mehr, der schreien konnte. | 2º) Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar. |
Fica ao critério de cada pessoa. Eu não vejo como plágio, existe pontos comuns, mas a criatividade há uma distância muito grande um do outro.
A verdade é que, o fragmento é belíssimo, muito forte e tem inteireza, porque não necesita de todo poema, é lido em todo o planeta correndo trechos pelo mundo à fora.
(Esta é uma cópia exato encontrado no Santo Google).
Leia e deixe ser tocado pelo coração!

















