
O verdadeiro amor conquista tudo
No fundo do coração, todos nós acreditamos secretamente neste mito do amor: o de que, se realmente amarmos nosso parceiro, seremos capazes de fazer o relacionamento dar certo. Nenhum problema, nenhum conflito, nenhum conjunto de circunstâncias será insuperável se simplesmente amarmos o bastante.
Exercicio: Faça um exame de seus relacionamentos passados, ou dos problemas do relacionamento atual, e preencha a lacuna da sentença no que se refere a você. Faça um lista de pela menos uma dúzia de respostas que se refiram a diferentes parceiros que tenha tido.
Exercicio: Faça um exame de seus relacionamentos passados, ou dos problemas do relacionamento atual, e preencha a lacuna da sentença no que se refere a você. Faça um lista de pela menos uma dúzia de respostas que se refiram a diferentes parceiros que tenha tido.
• Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa....
• Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa .....
Exemplos:
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele beba muito.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que nossa vida sexual não seja grande coisa.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele me traia.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele seja católico e eu judia.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que eu não me sinta atraida por ele sexualmente.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele me critique o tempo todo.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que briguemos pela educação das crianças.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele não tenha emprego e esteja sem trabalhar há mais de dois anos.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que eu não me dê bem com os filhos dele.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que a família dele não me aceite.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que eu tenha dificuldade de dizer como me sinto.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que ele(a) não tenha esquecido sua antiga namorada(o) ou esposa(o).
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que eu seja trinta anos mais nova que ele.
Se eu amar meu parceiro o bastante, não importa que vivamos em regiões opostas.

E as consequências de acreditar no MITO AMOROSO Nº 1:
1. Você evita encarar seus problemas de relacionamento, ou buscar para esses problemas, dizendo a si mesma(o):
"Se nós nos amamos o bastante, nenhum desses conflitos ou diferenças de personalidade importará".
Dennis, era judeu e sua noiva, Alice, era católica. Eles tinham namorado durante dois anos e, embora conversassem sobre suas diferenças religiosas, nunca tinham realmente resolvido seus sentimentos a respeito do assunto. "Sempre tive a preocupação de que um dia seria um problema", confessou Dennis, "mas nós nos dávamos muito bem em tantas outras coisas, e eu não queria estragar tudo. Então Alice e eu começamos a falar sobre casamento. Quando pensei em meu futuro e em ter filhos, dei-me conta de que desejava que minhas crianças fossem educadas na fé judaica e de que havia coisas sobre o fato de Alice não ser judia de que eu também sentia falta, embora nunca lhe tivesse dito nada. Pedi que se convertesse, mas ela se recusou. É católica convicta e diz que deseja ser casada na Igreja por um padre, o que significa que não poderia desposar um judeu praticante. Fico torcendo ardentemente para que nosso amor supere essas diferenças, mas elas não desaparecem."
O amor que Alice e Dennis sentiam um pelo outro não era suficiente para ultrapassar o fosso da incompatibilidade religiosa. Embora muitos casais consigam fazer casamentos interconfessionais funcionarem, Alice e Dennis eram profundamente arraigados a suas próprias crenças para que pudessem chegar a um acordo. Não importa quanto se preocupassem um com o outro; não poderiam ser felizes e leais para com suas próprias religiões ficando juntos. Mas recusaram-se a encarar tais arestas, dizendo a si mesmos: "Se nós realmente nos amamos, nossas diferenças não importarão". E continuaram tentando se amar e se aceitar mais mutuamente, nunca enfrentando o óbvio até o final. E por falta de negociação, eles se divorciaram.
2. Você mantém relacionamentos sem amor e pouco gratificantes mesmo quando não estão dando certo, afirmando-se: "Se eu simplesmente amá-lo(a) mais, ele (ela) vai mudar".
Kimberly, de 28 anos, e seu marido David, de 30, estavam juntos havia seis anos, mas parece que não podiam conviver a não ser em constante discussão. "Eu amo muito David", explicou Kimberly com lágrimas nos olhos, "mas não paro de criticá-lo continuamente. Eu o estou deixando louco e me odeio por fazer isso." Pedi a Kimberly que relacionasse suas queixas a respeito do marido. "David é o tipo de pessoa quieta. É completamente introspectivo e não aprecia muito se relacionar com uma porção de gente. Eu já sou totalmente o oposto: sou muito passeadeira e conversadora e adoro me divertir, encontrar os amigos e viver a vida com paixão. Detesto dizer isso, mas sinto-me aborrecida um bocado de tempo com ele. Parece que nós não temos sobre o que conversar, e sempre me parece que o estou arrancando de dentro de concha."
"Eu disse a Kim que esse era meu modo de ser", replicou David, tenso. "Quero que seja feliz, mas sinto que ela me pede para ser alguém que não sou. Sempre fui 'devagar' e realmente não pretendo mudar."
Kimberly tinha casado com David porque estava à procura de estabilidade, depois de ter iludido com um namorado de faculdade. Ela estava tão preocupada em certificar de que ele era um bom rapaz, que nunca se perguntou se eles combinavam um com o outro. Kimberly e David tinham tantas diferenças no modo de vida, temperamento e personalidade, que uma convivência harmoniosa era praticamente impossível. Eles se amavam muito, mas isso não era o suficiente para fazer com que o relacionamento desse certo.
Mas Kimberly acreditava no Mito Amoroso nº 1, de que o verdadeiro amor conquista tudo, e permaneceu ao lado de David, com esperança de que ele mudasse, se o amasse ainda mais. Ela nunca considerou a possibilidade de que David não mudaria simplesmente porque não desejava fazê-lo. E continuou tentando desempenhar o papel da esposa perfeita, crendo que seu amor transformaria David, do homem que era, naquele que ela gostaria que fosse.
Infelizmente, a crença nesse Mito Amoroso pode provocar sofrimento, desilusão e até danos físicos, porque nos leva a persistir em relacionamentos que não são saudáveis. Pessoas com auto-estima muito baixa ou que sofreram maus-tratos e negligência na infância frequentemente se vêem mergulhadas em relacionamentos viciados que acham difícil de abandonar, persuadindo-se de que basta que amem mais seu parceiro para que seu comportamento nocivo desapareça e seja substituído por amor e afeição. Eis aí uma armadilha. A disfunção de comportamento de seu parceiro é determinada por forças que nada têm a ver com sua capacidade de amar.
3. Você se castiga emocionalmente quando um relacionamento não dá certo afirmando a si mesma(o): "Se eu apenas o(a) tivesse amado mais, sei que conseguiria salvá-lo(a)".
Eileen, de 54 anos, era casada com Raul, de 60, havia 31 anos. Raul era alcoólatra cujos ataques de fúria e irresponsabilidade tinham atormentado Eileen e seus três filhos durante toda a vida. Depois de muito suplicar ao marido para que procurasse auxílio e se defrontar com sua absoluta negação do problema, ela reuniu coragem para se separar. Dois anos depois do divórcio, procurou um terapeita a fim de obter ajuda com relação a seus sentimentos de depressão. Quando lhe perguntei sobre o que achava que a perturbava, ela respondeu: "Acho que estou me sentindo culpada".
— Culpada por deixar seu marido?
— Não exatamente por deixá-lo — explicou Eileen com lagrimas nos olhos—, mas culpada por não ter me empenhado mais para que tudo desse certo. Sinto-me como se o tivesse abandonado. Se eu mesma tivesse ido a um maior número de reuniões da Associação dos Alcoólicos Anónimos, talvez pudesse compreendê-lo melhor e ele deixasse de beber. Ou, quem sabe, se eu tivesse sido mais afetuosa ou o satisfizesse melhor, ele tivesse desistido do álcool.
Quanto mais conversávamos, mais óbvio se tornava que Eileen ainda estava se punindo pelo que via como seu fracasso na salvação do casamento. Sua mãe sempre lhe dissera que "uma boa esposa permanece ao lado do marido na tempestade e na bonança", e por isso ela se sentia uma esposa inadequada. A depressão de Eileen era uma decorrência de sua crença no Mito Amoroso nº l - segundo o qual se tivesse amado Raul um pouco mais seu matrimónio teria funcionado. A realidade do amor é muito diferente da do mito. É claro que o amor é o alicerce para um bom relacionamento. Mas, para que este sobreviva e floresça, é necessário bem mais que isso.
A realidade sobre o Mito Amoroso nº 1 é a seguinte:
O AMOR NÃO É SUFICIENTE PARA FAZER UM RELACIONAMENTO DAR CERTO; TAMBÉM SÃO NECESSÁRIOS A COMPATIBILIDADE E O COMPROMISSO.
A triste verdade é que muito poucos relacionamentos terminam não porque os dois parceiros não se amam, mas sim porque eles não combinam um com o outro.
Amigos, estarei postando outros temas onde poderemos observar mais detalhadamente como descobrir se somos compatíveis com uma a outra pessoa.
Próximos capítulos, estarei postando o MITO AMOROSO Nº 2. Mas , postarei nos intervalos outros posts para relaxar, cantar, dar risadas.
Referência bibliográfica:
1. Angelis de Barbara. Você É A pessoa Certa Para Mim.Editora Círculo do Livro, 4ª edição, 1995 São Paulo.
O amor que Alice e Dennis sentiam um pelo outro não era suficiente para ultrapassar o fosso da incompatibilidade religiosa. Embora muitos casais consigam fazer casamentos interconfessionais funcionarem, Alice e Dennis eram profundamente arraigados a suas próprias crenças para que pudessem chegar a um acordo. Não importa quanto se preocupassem um com o outro; não poderiam ser felizes e leais para com suas próprias religiões ficando juntos. Mas recusaram-se a encarar tais arestas, dizendo a si mesmos: "Se nós realmente nos amamos, nossas diferenças não importarão". E continuaram tentando se amar e se aceitar mais mutuamente, nunca enfrentando o óbvio até o final. E por falta de negociação, eles se divorciaram.
2. Você mantém relacionamentos sem amor e pouco gratificantes mesmo quando não estão dando certo, afirmando-se: "Se eu simplesmente amá-lo(a) mais, ele (ela) vai mudar".
Kimberly, de 28 anos, e seu marido David, de 30, estavam juntos havia seis anos, mas parece que não podiam conviver a não ser em constante discussão. "Eu amo muito David", explicou Kimberly com lágrimas nos olhos, "mas não paro de criticá-lo continuamente. Eu o estou deixando louco e me odeio por fazer isso." Pedi a Kimberly que relacionasse suas queixas a respeito do marido. "David é o tipo de pessoa quieta. É completamente introspectivo e não aprecia muito se relacionar com uma porção de gente. Eu já sou totalmente o oposto: sou muito passeadeira e conversadora e adoro me divertir, encontrar os amigos e viver a vida com paixão. Detesto dizer isso, mas sinto-me aborrecida um bocado de tempo com ele. Parece que nós não temos sobre o que conversar, e sempre me parece que o estou arrancando de dentro de concha."
"Eu disse a Kim que esse era meu modo de ser", replicou David, tenso. "Quero que seja feliz, mas sinto que ela me pede para ser alguém que não sou. Sempre fui 'devagar' e realmente não pretendo mudar."
Kimberly tinha casado com David porque estava à procura de estabilidade, depois de ter iludido com um namorado de faculdade. Ela estava tão preocupada em certificar de que ele era um bom rapaz, que nunca se perguntou se eles combinavam um com o outro. Kimberly e David tinham tantas diferenças no modo de vida, temperamento e personalidade, que uma convivência harmoniosa era praticamente impossível. Eles se amavam muito, mas isso não era o suficiente para fazer com que o relacionamento desse certo.
Mas Kimberly acreditava no Mito Amoroso nº 1, de que o verdadeiro amor conquista tudo, e permaneceu ao lado de David, com esperança de que ele mudasse, se o amasse ainda mais. Ela nunca considerou a possibilidade de que David não mudaria simplesmente porque não desejava fazê-lo. E continuou tentando desempenhar o papel da esposa perfeita, crendo que seu amor transformaria David, do homem que era, naquele que ela gostaria que fosse.
Infelizmente, a crença nesse Mito Amoroso pode provocar sofrimento, desilusão e até danos físicos, porque nos leva a persistir em relacionamentos que não são saudáveis. Pessoas com auto-estima muito baixa ou que sofreram maus-tratos e negligência na infância frequentemente se vêem mergulhadas em relacionamentos viciados que acham difícil de abandonar, persuadindo-se de que basta que amem mais seu parceiro para que seu comportamento nocivo desapareça e seja substituído por amor e afeição. Eis aí uma armadilha. A disfunção de comportamento de seu parceiro é determinada por forças que nada têm a ver com sua capacidade de amar.
3. Você se castiga emocionalmente quando um relacionamento não dá certo afirmando a si mesma(o): "Se eu apenas o(a) tivesse amado mais, sei que conseguiria salvá-lo(a)".
Eileen, de 54 anos, era casada com Raul, de 60, havia 31 anos. Raul era alcoólatra cujos ataques de fúria e irresponsabilidade tinham atormentado Eileen e seus três filhos durante toda a vida. Depois de muito suplicar ao marido para que procurasse auxílio e se defrontar com sua absoluta negação do problema, ela reuniu coragem para se separar. Dois anos depois do divórcio, procurou um terapeita a fim de obter ajuda com relação a seus sentimentos de depressão. Quando lhe perguntei sobre o que achava que a perturbava, ela respondeu: "Acho que estou me sentindo culpada".
— Culpada por deixar seu marido?
— Não exatamente por deixá-lo — explicou Eileen com lagrimas nos olhos—, mas culpada por não ter me empenhado mais para que tudo desse certo. Sinto-me como se o tivesse abandonado. Se eu mesma tivesse ido a um maior número de reuniões da Associação dos Alcoólicos Anónimos, talvez pudesse compreendê-lo melhor e ele deixasse de beber. Ou, quem sabe, se eu tivesse sido mais afetuosa ou o satisfizesse melhor, ele tivesse desistido do álcool.
Quanto mais conversávamos, mais óbvio se tornava que Eileen ainda estava se punindo pelo que via como seu fracasso na salvação do casamento. Sua mãe sempre lhe dissera que "uma boa esposa permanece ao lado do marido na tempestade e na bonança", e por isso ela se sentia uma esposa inadequada. A depressão de Eileen era uma decorrência de sua crença no Mito Amoroso nº l - segundo o qual se tivesse amado Raul um pouco mais seu matrimónio teria funcionado. A realidade do amor é muito diferente da do mito. É claro que o amor é o alicerce para um bom relacionamento. Mas, para que este sobreviva e floresça, é necessário bem mais que isso.
A realidade sobre o Mito Amoroso nº 1 é a seguinte:
O AMOR NÃO É SUFICIENTE PARA FAZER UM RELACIONAMENTO DAR CERTO; TAMBÉM SÃO NECESSÁRIOS A COMPATIBILIDADE E O COMPROMISSO.
A triste verdade é que muito poucos relacionamentos terminam não porque os dois parceiros não se amam, mas sim porque eles não combinam um com o outro.
Estar consciente desse fato a partir das próprias experiências dolorosas em diversos relacionamentos passados, é um bom caminho. Como muitas pessoas que vivem com um parceiro errado, que tenta compensar a ausência de compatibilidade se esforçando ao máximo e amando mais. Porém, no fim das contas, se não se combina o suficiente para viver juntos de uma maneira pacífica e feliz, acaba arcando com a culpa pessoal, julgando que se tivesse amado mais, as diferenças não teriam tido tanto peso decisivo. Até descobrir que está errado, as diferenças têm um peso decisivo, muitas vezes apenas o bastante para tornar o relacionamento desafiador, mas noutras vezes o suficiente para transformá-lo numa carga pouco saudável e compensadora.
Desta forma, percebemos que o MITO AMOROSO Nº 1, é muito importante ser avaliado, vez que nem sempre os parceiros são maduros suficientes para ter habilidades de relacionar e vencer os desafios.
É muito dificil ultrapassar a concepção mitologica pessoal, pois ela fica impregnada em todo os campos do ser, tornando-se uma crença tão forte, que nada serve que não se encaixe nos limites a crença.
O maior desafio de bem relacionar é construir habilidades e os parceiros tem que estar comprometidos com o relacionamento. Depois postaremos sobre tais aspectos.
Desta forma, percebemos que o MITO AMOROSO Nº 1, é muito importante ser avaliado, vez que nem sempre os parceiros são maduros suficientes para ter habilidades de relacionar e vencer os desafios.
É muito dificil ultrapassar a concepção mitologica pessoal, pois ela fica impregnada em todo os campos do ser, tornando-se uma crença tão forte, que nada serve que não se encaixe nos limites a crença.
O maior desafio de bem relacionar é construir habilidades e os parceiros tem que estar comprometidos com o relacionamento. Depois postaremos sobre tais aspectos.
Amigos, estarei postando outros temas onde poderemos observar mais detalhadamente como descobrir se somos compatíveis com uma a outra pessoa.
Próximos capítulos, estarei postando o MITO AMOROSO Nº 2. Mas , postarei nos intervalos outros posts para relaxar, cantar, dar risadas.
Referência bibliográfica:
1. Angelis de Barbara. Você É A pessoa Certa Para Mim.Editora Círculo do Livro, 4ª edição, 1995 São Paulo.
