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10/06/2011

SER MOÇA É FACIO DIFICIO É SER VIGE


Amigos blogueiros, gostaram da frase? Falar e escrever errado é o certo! Trata-se de um 'KIT IGNORÂNCIA' recentemente liberado pelo Ministério de Educação e Cultura, em sua mais nova política educacional ao adotar o livro da professora Heloísa Ramos, cujo título é "Por uma vida melhor' distribuido no Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos, a 484.195 alunos de 4.236 escolas públicas brasileiras.

Esse famigerado 'KIT IGNORÂNCIA' foi adotado pelo MEC, todavia, a sociedade não deve dar anuência a tamanho despautério, pois trata-se de um desserviço à sociedade como um todo. Todos cidadãos devem abrir os olhos, para promover atos de indignação coletiva. É respondabilidade de cada ser humano que vive nesse país, agir contra esse nivelamente por baixo. Não podemos ignorar, abster de decisões efetivas contra esse absurdo, precisamos adotar medidas efetivas para que o Ministério Público venha intervir contra essa distribuição do 'KIT IGNORÂNCIA' pelo MEC... O mundo fica medíocre quando vivemos atrás dos nossos medos, precisamos tirar as máscaras de omissos usual nesse país, e partir para denunciar. A ideologia tem que ter ação para sair do marasmo, já dormimos muito tempo em berço esplêndido. Essa é uma oportunidade da sociedade abrir os olhos e agir, denunciar e apoiar o que o Ministério Público vier a decidir.

Vamos lá, segue o endereço para que escrevam uma carta, eu fiz a minha parte nesse grande latifúndio, risos. Eu encontrei esse linck na internet, precisamos denunciar, e tem que ser agora: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.




Estou publicando esse excelente texto do jornalista Jeremias Macário, veiculado no blog de Paulo Nunes, serve para fazer profundas reflexões, segue em anexo, vejamos:

Ruy Barbosa previu que um dia o homem teria vergonha de ser honesto, de tanto desonrar a sua palavra e se envolver em falcatruas, mas não previu nem imaginou que um dia o Ministério da Educação fosse admitir escrever errado. Pois é, agora o MEC ensina que escrever errado é o correto como “nós pega o peixe”, “nós vai votar” e “os livro não presta mais”.


Na concepção da cartilha, agora falar e escrever correto passa a ser preconceito, discriminação e pedantismo. Também roubar não é mais errado e dois mais dois vão ser cinco. Político deve ser safado, e a alienação é uma virtude de nossa gente. Na geografia, o Brasil pode ser localizado na Europa, ou na África, se o cara achar por bem. Nada de contrariar o errado, senão o cara pode ser processado como criminoso.

Por falar nisso, o cerco está se fechando para a liberdade de opinião e de expressão. Você tem o direito de ficar calado. Qualquer coisa que disser pode ser utilizada contra sua pessoa no Tribunal. A bola da vez agora é a hemofobia. Confunde-se discriminação, preconceito, agressão e violência com direto de opinar, concordar e discordar. Nada de dialética, de pontos de vista ou de pensamentos diferentes.

Ser contra o casamento homossexual, adoção de crianças por casais gays ou contra as cotas raciais nas universidades são crimes inafiançáveis e considerados hediondos. Pense, mas não fale. Não seja contra, não discorde. Aceite tudo que for considerado pelo patrulhamento como politicamente correto. Cuidado! Você pode ser taxado de conservador e reacionário. Você está sendo vigiado 24 horas por dia.

Os erros corretos do MEC, (não sei nem mais como escrever isso) são atestados da decadência do nosso ensino. Se algum aluno agora cair na loucura de falar ou escrever correto será corrigido pelo professor. O mais contraditório e irônico de tudo isso é que no vestibular e nos concursos somente será aceita a forma gramatical correta.

Quando criança na escola o aluno pode escrever o errado, mas no vestibular não. Como vai ser isso na cabeça dos jovens que já vivem confusos? Está instituída definitivamente a decadência e a manipulação de uma corrente que faz impor suas versões e nos trata como simples otários, impedidos de pensar e reagir.

O anormal virou normal como ministro que em pouco tempo multiplica seus bens em 20 vezes, mas o homem pode porque é ministro. Não importa mais se antes de assumir um cargo no Governo o cara era ladrão. O ficha suja vira limpa como no caso do português. Ninguém liga mais para os desmandos e as mordomias do Congresso Nacional. Ser ético no Brasil de hoje é sentença de morte, e viva a pasmaceira geral.

O Brasil foi descoberto por um bando de piratas sanguinários, assassinos, arrombadores dos cofres públicos e malfeitores. O país continua sendo saqueado dia e noite e nada é feito para impedir. O individualismo é a linha mais cômoda para se viver bem. O errado não é mais nosso problema. Melhor não se envolver, não se arriscar. É o consentir sem racionalizar. Logo mais vão condenar a leitura de livros porque somente poucos têm esse hábito.

Se a Justiça não dá seu exemplo, se os políticos nos trepudia, se as instituições estão desmoralizadas, se agora o MEC admite assassinar a gramática, se o poder executivo acoberta os inescrupulosos seus, se não temos mais representantes honestos, o que nos resta e para aonde vamos?

Estamos mais preocupados com o politicamente correto, em condenar àqueles que pensam de forma diferente e discordam do abominável patrulhamento humano do que com a corrupção que assola a Nação e deixa a educação e a saúde em estado falimentar.

“Nós escreve assim porque temo que acompanhar e seguir o linguajar popular, porque essa deve ser a forma correta do errado. As pessoas hoje estão ficando com medo e receio de expressar suas verdadeiras opiniões e passaram simplesmente a concordar com tudo, mesmo não concordando.

Parabéns Jeremias e Paulo Nunes!

É preciso continuar bradando, eu também li esse texto no BALCÃO DA REDAÇÃO (linck abaixo) e achei muito interessante, é bom ler também para ficar antenado





Quem discordar desse livro perverso repasse o poste em seu blog. Vamos dar ampla e irrestrita divulgação, bem como denunciar, ter ações efetivas e de eficácia.


Fonte da imagem: http://blfranco.blogspot.com/2011/05/agora-nois-pode-falar-e-escrever-errado.html

Fonte da http://www.blogdopaulonunes.com/v3/2011/05/24/aprenda-a-escrever-errado/


25/05/2011

FALAR E ESCREVER ERRADO É O CERTO!?



A política educacional do MEC: Falar e escrever errado é o certo. Sônia van Dijck

Custa-me crer nos absurdos que acontecem no Brasil. Mas, a verdade dos fatos é indiscutível: o MEC adota livro como objetivo de ensinar a falar e a escrever errado.

Não tenho o menor interesse em discutir conceitos de dialetologia ou de sociolinguística com os autores, pois sei que o projeto não obedece a interesses científicos, mas políticos. Vi, em um telejornal, a Profa. Heloísa Ramos, corajosamente, adequando conceitos e princípios linguísticos para justificar o nefando projeto do MEC, e sua concordância com tão escandaloso equívoco. Não me interessa refutar os argumentos equivocados da Professora, pois ela é só instrumento da política educacional do governo petista e está sendo paga para fazer seu papel.

Deixo que o Prof. Evanildo Bechara dê a lição que a Professora e demais autores não aprenderam na Universidade.

O que me interessa é chamar a atenção para o bem organizado projeto de condenação dos alunos que passam e passarão pelo sistema público de educação. Falando e escrevendo errado o vernáculo, os estudantes de hoje e do futuro não terão oportunidade no mercado de trabalho e nem de crescimento intelectual. Falando e escrevendo “nós pega o peixe”, eles jamais serão engenheiros, médicos, vendedores, advogados, porteiros, enfermeiros, professores, jornalistas, bancários e mais muitas outras profissões e empregos lhes serão impossíveis.

Não tenho notícia de que haja ou tenha havido algum governo de algum país que planejasse e implementasse projeto tão cruel, como se isso pudesse ser apelidado de projeto educacional. O Brasil consegue ser surpreendente e nefasto com um discurso pretensamente politicamente correto.

Com pompa e circunstância, o MEC do governo petista quer assegurar que os futuros cidadãos fiquem privados de empregos, de crescimento intelectual, de relações culturais; no futuro, o MEC deseja que os brasileiros estejam no estado de barbárie linguística e sejam incapazes de entender um edital de concurso, por exemplo; salvo se o edital informar que “os candidato deve apresentarem os seguinte documento”.

Nem Hitler, com sua mente diabólica e homicida, realizou um projeto desse tipo para dominar a juventude nazista, ganhando simpatias e aplausos dos pouco letrados daquela época.

Com pompa e circunstância, em uma palhaçada do politicamente correto, o governo petista organiza um exército de futuros adultos privados de proficiência no vernáculo, cuidadosamente preparado no sistema público de ensino, que servirá aos interesses do estado brasileiro que está sendo forjado desde 2003, em conformidade com as lições Gramsci.

Revolução?! Não! O PT não faz revolução; molda a sociedade que deseja manipular contaminando o sistema público de ensino com sua proposição populista de “respeito” à linguagem popular e familiar e coloquial das camadas menos escolarizadas atualmente. O governo petista, calmamente, pretende criar milhões de brasileiros que, quando chegarem à vida adulta, serão incapazes de ler e entender um jornal, uma revista e, principalmente, um livro de História, escritos em vernáculo. Esses futuros adultos não terão competência para apreciar Machado de Assis, Graciliano Ramos, Drummond, Vinicius, Érico Veríssimo e outros. E os ilustres autores do livro perverso, como bons peões do governo petista, poderão perguntar: “E quem precisa apreciar a Literatura elitista, golpista, burguesa?” – “Por que os adultos do futuro precisarão ler um livro de História, se eles não terão direito a discutir os fatos históricos, pois viverão apenas com as informações divulgadas na forma de “os cidadão deve comparecerem ao comício da liderança nacional, para que todos escute as verdade a serem revelada.”

Bem sei que as boas escolas privadas jamais cairão nessa farsa de ser válido ensinar a falar, a ler e a escrever errado, como princípio pedagógico. Quem puder colocar seus filhos em boas escolas particulares, terá salvo parte dos futuros adultos da barbárie linguística. Então a Literatura elitista, golpista e burguesa de Machado, Graciliano, Drummond, Érico, Cecília Meireles e outros ainda terá alguns leitores. Jornais e revistas elitistas, golpistas, burgueses, que usarem a correção da Língua Portuguesa ainda poderão ser lidos e as notícias serão compreendidas por alguns futuros adultos.

Não resisto e mando um recado para a ilustre Profa. Heloísa Ramos e demais autores: vocês ouviu os galos cantar e não sabe onde está os galo. Vocês nada sabe de níveis de linguagem. Vocês não entende nada da função da escola. Mas, vocês compreende perfeitamente esse meu recado escrito no dialeto do MEC petista, usado no livreco de ocês. Se vocês quiser me responder, por favor, escreva na Língua Portuguesa que seus professor dos tempo antigo e ultrapassado tentaram ensinar a vocês. (só rindo mesmo)

Segundo François Lyotard, linguagem é poder. A equipe de autores desse maldito livro sabe disso; por isso, aceitou servir de instrumento para o governo petista. Com seu tristemente brilhante trabalho, os ilustres autores tornaram o tarefa do professor de português uma atividade inútil: ninguém precisa ir à escola para aprender a falar e a escrever “a gente fomos, mas o pessoal saíram”.

Eu recebi por email esse texto e estou anexando abaixo o linck correspectivo. Acredito que todos devem repassar esse texto, porque esse livro é mais um absurdo desse país descomprometido com a educação.

Fonte:http://hugocaldas.blogspot.com/2011/05/politica-educacional-do-mec-falar-e.html

20/06/2010

Pedagogia do olhar



E D U C A R
“ Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”

“ E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.” Rubem Alves

“ Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.” Rubem Alves




“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver..."


“ É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”

“ Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”

“ A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...”

“ Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”

“ Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.”

“ Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”

“ ...a capacidade de se assombrar diante do banal.”

“ Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.”

“ Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...

...ou para o curioso das simetrias das folhas.”

“ Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”

“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”

“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”

“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...

O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”

“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...

“ Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.”

“ São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.”

“ Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.” Rubem Alves







Ama a simplicidade. Ama a ociosidade criativa. Ama a vida, a beleza e a poesia. Ama as coisas que dão alegria. Ama a natureza e a reverência pela vida. Ama os mistérios.

Ama a educação como fonte de esperança e transformação. Ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores. Ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a seu respeito. Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: Ama, ama, ama, ama... fazer perguntas...

Ama, ama, ama, ama... Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas

“ As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas. Experiência mística não é ver seres de um outro mundo. É ver este mundo iluminado pela beleza.” Rubem Alves




Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.


18/03/2010

APAGÃO CULTURAL

Quem morou em cidade do interior se lembra, lá existiam cinema (tipo "Cinema Paradiso", risos), bibloteca, teatro e clube. Acabaram tudo! Hoje estou publicando esse texto para que o povo brasileiro tome ciência, e veja o que acontece nas cidades do interior brasileiras. Essa pesquisa revela que Brasil vive um apagão cultural, no século XXI, ir ao cinema ou visitar algum centro cultural ainda são programas impossíveis para a grande maioria dos cidadãos.


  • Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - um órgão ligado à Presidência da República, revelou uma espécie de apagão cultural no Brasil.

    No século XXI, ir ao cinema ou visitar algum centro cultural ainda são programas impossíveis para a grande maioria dos cidadãos.

    Tia e sobrinho, juntos, curtindo a semana de Natal. O desejo de levar o menino pra ver um filme ou uma peça, é só desejo mesmo. Tem cinema aqui? “Só lá longe”, diz o menino.

    Ainda era início de setembro em Magé, interior do Rio, quando esse grupo de amigos foi ao cinema pela última vez. Um evento, que precisa ser organizado com semanas de antecedência. É preciso arranjar um carro, dividir combustível, levar dinheiro pro pedágio. A próxima sessão está a 40 quilômetros de distância.

    “Você sai para fazer isso. Você sai para ir ao cinema e a volta não tem como você pagar”, diz um morador. É uma viagem? “E você chega a fazer uma viagem para isso...”, conta.

    Magé nem é tão pequena assim, tem 230 mil habitantes e fica a setenta quilômetros do Rio de Janeiro, considerado um dos principais centros culturais do país. Mesmo assim, aqui não tem cinema e nem teatro. A principal diversão das pessoas aqui é essa: caminhar na praça, olhar para as pessoas, sentar no banco e assistir a vida passar.

    Em Moita Bonita, no Sergipe e em Arroio do Padre, no Rio Grande do Sul, é a mesma coisa.

    Os jovens sonham com o dia em que terão, ali na esquina, um teatro... Ou um cinema. “Cinema eu nunca fui porque aqui na cidade não tem”. “Para assistir um cinema tem que ir pra capital”.

    A mais pura frustração cultural que se multiplica pelo país. É o que diz um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. De cada 100 municípios brasileiros, 98 não têm salas públicas de cinema, nem centros culturais. E 83 não possuem salas de espetáculos ou teatros que pertençam ao município. É o retrato da política cultural existente no país.

    “A presença do estado é muito reduzida e precisaria avançar do ponto de vista do país se transformar em uma grande nação onde o conhecimento e a cultura se transformam no principal ativo na sociedade do conhecimento”, conta Marco Porchmann, presidente do IPEA. Pelo menos um dos indicadores é bom: só uma em cada dez cidades do Brasil não possui uma biblioteca. Mas onde elas não existem, fazem uma falta danada.

    Dona Rosa decidiu não esperar. Também em Magé, no Rio de Janeiro, ela atrai crianças como abelhas ao mel só com folhetos de propaganda e livros velhos recolhidos nas redondezas. Não é preciso muito pra ver o que acontece...

    “Cinema não tem, biblioteca não tem, teatro não tem. E aí esse lugarzinho que a senhora criou acaba sendo o que pra elas? É tudo pra elas. Eu acho que é tudo. Porque aqui eles encontram algo pra fazer. Aqui ocupa a mente com coisas boa e na rua o que aprende?”, conta a aposentada Rosa Carneiro.
Gente é para pensar nisso, e lutar em realizar alguma coisa em prol desse brasileiro que vive numa cidade de interior. As cidades grande estão lotadas de locais de realização de cultura... e no interior...
E você o que pode fazer?



Fonte: http://werintonkermes.blogspot.com/2009/12/orgao-ligado-presidencia-da-republica.html
Reportagem exibida no Jornal Nacional em 26/12/2009 -http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1427230-10406,00- PESQUISA+REVELA+QUE+BRASIL+VIVE+UM+APAGAO+CULTURAL.html

29/09/2009

EDUCAR PARA CRESCER - EDGAR MORIN

Os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não lêem.
Mário Quintana


Em 1999, a UNESCO solicitou ao filósofo Edgar Morin - nascido na França, em 1921 e um dos maiores expoentes da cultura francesa no século XX - a sistematização de um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do século XXI.

Os sete saberes indispensáveis enunciados por Morin, objeto do presente livro:

- as cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão;
- os princípios do conhecimento pertinente;
- ensinar a condição humana;
- ensinar a identidade terrena;
- enfrentar as incertezas;
- ensinar a compreensão;
- a ética do gênero humano.

São eixos e, ao mesmo tempo, caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes.

O texto de Edgar Morin tem o mérito de introduzir uma nova e criativa reflexão no contexto das discussões que estão sendo feitas sobre a educação para o Século XXI. Aborda temas fundamentais para a educação contemporânea, por vezes ignorados ou deixados à margem dos debates sobre a política educacional. E levará à revisão das práticas pedagógicas da atualidade, tendo em vista a necessidade de situar a importância da educação na totalidade dos desafios e incertezas dos tempos atuais.

Seus capítulos - ou eixos - expõem a genialidade, clareza e simplicidade do filósofo Morin, num texto dedicado aos educadores, em particular, mas acessível a todos que se interessam pelos caminhos a trilhar em busca de um futuro mais humano, solidário e marcado pela construção do conhecimento.

O que ele diz: defende a incorporação dos problemas cotidianos ao currículo e a interligação dos saberes. Critica o ensino fragmentado.

Um alerta: sem uma reforma do pensamento, é impossível aplicar suas idéias. O ser humano é reducionista por natureza e, por isso, é preciso esforçar-se para compreender a complexidade e combater a simplificação.

Reformar o pensamento. Essa é a proposta de Edgar Morin, estudioso francês que passou a vida discutindo grandes temas. Pai da teoria da complexidade, minuciosamente explicada nos quatro livros da série O Método, ele defende a interligação de todos os conhecimentos, combate o reducionismo instalado em nossa sociedade e valoriza o complexo.

A complexidade, pode, de início, causar estranhamento. O ser humano tende a afastar tudo o que é (ou parece) complicado. Morin prega que se faça, com urgência, uma modificação nessa forma de pensar. “Só assim vamos compreender que a simplificação não exprime a unidade e a diversidade presentes no todo”, define o estudioso. Exemplo: o funcionário de uma fábrica de automóveis é capaz de fazer uma peça essencial para o funcionamento de um veículo, mas não chega sozinho ao produto final. É importante ressaltar que Morin não condena a especialização, mas sim a perda da visão geral.

Na educação, o francês mantém a essência de sua teoria. Ele vê a sala de aula como um fenômeno complexo, que abriga uma diversidade de ânimos, culturas, classes sociais e econômicas, sentimentos... Um espaço heterogêneo e, por isso, o lugar ideal para iniciar essa reforma da mentalidade que ele prega. Izabel Cristina Petraglia, pós-doutorada em Transdisciplinaridade e Complexidade na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, diz que as idéias de Morin para a sala de aula têm tudo a ver com o atual imperativo de a escola fazer sentido para o estudante.

“Aprende-se mais História e Geografia numa viagem porque é mais fácil compreender quando o conteúdo faz parte de um contexto.”


No livro Edgar Morin, Izabel afirma que no mundo todo o currículo escolar é mínimo e fragmentado. Para ela, essa estrutura não oferece a visão geral e as disciplinas não se complementam nem se integram, dificultando a perspectiva global que favorece a aprendizagem.

"O conjunto beneficia o ensino porque o aluno busca relações para entender. Só quando sai da disciplina e consegue contextualizar é que ele vê ligação com a vida.”

A escola, a exemplo da sociedade, se fragmentou em busca da especialização. Primeiro, dividiu os saberes em áreas e, dentro delas, priorizou alguns conteúdos. Para que as idéias de Morin sejam implementadas, é necessário reformular essa estrutura, uma tarefa complicada. “É difícil romper uma linha de raciocínio cultivada por várias gerações”, explica Ulisses Araujo, doutor em Psicologia Escolar e professor da Faculdade de Educação da Unicamp. Mas é perfeitamente possível. Um bom exemplo é pedir que os alunos usem um só caderno para todas as disciplinas. Isso acaba com a hierarquia que muitas vezes existe entre as matérias e mostra que nenhuma é mais importante que as outras. “Na verdade, todas estão interligadas e são dependentes entre si”.

Vou postar mais detalhadamente os postulados deste livro, porque são interessantes.

Fonte: Texto de Cristina Marangon e Eduardo Lima

http://www.educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_296365.shtml?page=page3#
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