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17/02/2010

CANÇÃO NA PLENITUDE



N
ão tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia).
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora:
esses dourados anos me ensinaram a amar melhor,
com mais paciência e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

(Lya Luft)


16/02/2010

VOU-ME EMBORA PRA PASSÁRGADA

MANUEL BANDEIRA



Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho, nasceu em Recife, PE no ano de 1886. A tuberculose o atinge no fim do ano letivo de 1904, quando abandona os estudos e diz: “sem saber que os versos, que eu fizera em menino por divertimento, principiaria então a fazê-los por necessidade e fatalidade”. Volta ao Rio em busca de clima serrano. Escreve crônicas semanais para o Diário Nacional e para várias rádios, além de traduções e biografias. No ano de 1968 ele morre deixando saudades.


VOU-ME EMBORA PRA PASSÁRGADA

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


15/02/2010

PANTA REI




"Panta Rei" é uma expressão do pensador Heráclito,
que significa TUDO MUDA ( tudo flui, nada persiste )
- e ele usava como metáfora filosófica a idéia de pisar num Rio,
que um milésimo de segundo depois de pisado,
já não era mais feito da mesma água.


14/02/2010

OS BRASILEIROS EM VÁRIAS TEMPERATURAS




Olá pessoal, eu recebi esse texto informativo, de como os brasileiros encaram a temperatura em vários estados brasileiros. Bem, ouça o vídeo para dar boas risadas.
Muito bom, fazer um terapia do riso! Aliás até olhando para essa imagem, dá vontade de rir.




30ºC ou mais
Baianos vão à praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão a praia e jogam futebol.
Mineiros comem um ‘queijin’ na sombra.
Todos paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Gaúchos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC
Baianos não deixam os filhos saírem ao vento após as 17 horas.
Cariocas vão à praia, mas não entram na água.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral, poucos ainda entram na água.
Gaúchos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

20ºC
Baianos mudam os chuveiros para a posição ‘Inverno’ e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa.
Gaúchos tomam sol no parque.

15ºC
Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Gaúchos dirigem com os vidros abaixados.

10ºC
Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam, sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Gaúchos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC
Bahia entra no Armageddon.
César Maia lança a candidatura do Rio para as olimpíadas de inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha.
Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica.
Gaúchos fecham as janelas de casa.

0ºC
Não existe mais vida na Bahia nem no Nordeste inteiro.
No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o ‘Ixxnoubórdi in Rio’.
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenes e Silvio Santos.
Gaúchos fazem um churrasco no pátio, antes que esfrie.

Gostaram?

13/02/2010

HEIN! QUI TISORO!

Aos verdadeiros amigos da alma e do coração, de longe e de perto deixo para vocês um bocadinho da simplicidade desses trovadores humildes desse meu Brasil varonil, segue uma declaração de amizade que vem lá de longe das Minas Gerais...





Hein! Qui tisouro!?
Amoocêis padaná!!!

12/02/2010

O RESGATE DE JEANETTE


"Seis dias depois do terremoto, Roger continuava diante das ruínas do prédio onde estava sua mulher, Jeanette, em Porto Príncipe. Não é possível alcançar, só podemos tentar vestir a pele do homem diante do monte de pedras. Debaixo delas, está a mulher que ama. Para todos, morta. Para ele, viva. Roger grita o nome de Jeanette. Diante de tantas dezenas de milhares de mortes, seu drama era apenas mais um. Mas não existe mais um. Existe o mundo inteiro em cada um. A vida só faz sentido se o homem com o os olhos vermelhos fixos nas pedras for ele e todos nós.
De repente, alguém ouve um barulho. Uma voz entre os escombros.

“Ela está viva!”, grita Roger. Agora, há um pequeno buraco. O repórter da TV americana enfia por ele um microfone para falar com Jeanette. Ela não come há seis dias, não bebe água há seis dias, não se move há seis dias. Enterrada viva, há seis dias Jeanette respira com dificuldade na escuridão. Tem os dedos da mão quebrados, sente dor.

Jeanette tem algo a dizer.

O que ela diz? Ela manda um recado para Roger: “Eu te amo muito.

Nunca se esqueça disso!”.

Roger pega o que parece ser um pedaço de ferro da estrutura do prédio e começa a cavar. Fiquei tentando abarcar o que é cavar pedras com um pedaço de ferro, com as mãos, para retirar dali um amor. Acho que não cheguei nem perto. O que faz meu coração falhar uma batida, para além da tragédia, é o que Jeanette escolhe dizer a um minuto da morte. O que importa a ela registrar depois de seis dias soterrada, 144 horas, 8.640 minutos, cada um deles eterno. Tudo o que importa para Jeanette, que não sabe se vai sobreviver, é afirmar seu amor ao homem que ama. Diante da morte, esta era a frase de uma vida.

Este pequeno drama, um entre dezenas de milhares, explica por que, contra todas as catástrofes, a escravidão e os sucessivos abusos cometidos pelas potências de cada época, a exploração e a violência, as bolachas de lama, as tantas misérias, a falta de tudo, o Haiti vai sobreviver. Mesmo sem quase nada, Jeanette e seu povo ainda tem o que perder.

O que você diria se fosse Jeanette?

A história de Roger e Jeanette nos remete ao que dá sentido à vida. Ao que realmente importa para cada um de nós. Soterrada pelas ruínas do seu país, a haitiana Jeanette ensina o mundo inteiro. Não porque quer nos dar alguma lição, mas porque Jeanette é, inteira, ainda que aos pedaços em meio aos cacos simbólicos e reais de um povo, de uma nação.

Como repórter, já escutei sobreviventes das mais diversas tragédias, ou apenas diante da catástrofe inescapável que é o fim da nossa história quando a vida chega ao fim. Ninguém sente saudades do momento em que teve seus 15 minutos de fama ou brilhou em algum palco ou ganhou um aumento de salário ou foi chefe de alguma coisa ou botou um peito turbinado ou emagreceu seis quilos ou comprou uma casa ou um carro zero ou uma TV de tela plana. Diante do momento-limite, somos levados não aos grandes bens ou aos grandes planos, mas aos detalhes cotidianos que em geral passam despercebidos, quase esquecidos em nossa pressa rumo às grandes aspirações. O que nos falta é aquilo que nos preenche a cada dia sem que nos demos conta. Aquilo para o qual, em geral, não temos tempo.

Será que é preciso quase morrer para lembrar de viver?
Nem sempre há uma segunda chance. Sem saber se teria uma, Jeanette nos lembra, com seu recado muito particular, daquilo que é universal. Seja você uma moradora do país mais pobre das Américas nos escombros de um terremoto, seja você um bombeiro de Los Angeles, como aqueles que tentavam resgatá-la, seja você uma brasileira que escreve sobre ela, como eu, ou um brasileiro que lê este texto, como você. Jeanette nos lembra que o que nos iguala em nossa condição humana é o que, de fato, faz diferença. Pelo buraco, ela nos lembra que a vida é sempre urgente.

A vida é para hoje, a vida é para já.

Depois de três horas, Jeanette foi arrancada dos escombros. Viva. Saiu de lá cantando uma música cuja letra dizia: “não tenha medo da morte”. Assim que emerge das ruínas, logo depois de receber os primeiros-socorros, Jeanette entra no carro de Roger e parte. Bem empoeirada, sem nenhum drama. Como se tivesse resvalado na calçada e machucado a mão num dia qualquer. E o marido lhe desse uma carona para casa. Como boa sobrevivente, Jeanette reinventa a normalidade.

De novo, Jeanette tem algo a nos ensinar. Ela sacode a poeira e parte rumo ao cotidiano porque a vida tem de continuar, a vida deve se impor. É possível seguir quando, mesmo nos sentindo aos pedaços, sabemos o que é essencial, o que realmente importa, o que faz nosso coração bater mais
rápido. No caso de Jeanette, o seu amor por Roger. E, mesmo se Roger faltasse, acredito que Jeanette ainda assim deixaria as pedras para trás e partiria rumo a muitos recomeços, porque só ama o outro com esta inteireza quem ama muito a vida que é.

Jeanette nos ensina que mais triste que a morte é uma vida desperdiçada com aquilo que não importa.



Se você ainda não assistiu, vale muito a pena testemunhar o resgate de Jeanette, veja o vídeo.

* Eliane Brum é repórter especial de Revista ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de 'A Vida Que Ninguém Vê' (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e 'O Olho da Rua' (Globo).

Vale a pena amar e ser amada!




10/02/2010

AUTO-ADOÇÃO




Um dos primeiros portais a serem ultrapassados na conquista individual, é travar amizade consigo mesmo. Existe um apelo da vida para transpor o portal deste laço tão forte, e, que requer conhecimento de sua intimidade pessoal. A "amizade consigo mesmo" como assim reverbera Roberto Crema em sua teoria denominada "auto-adoção", ajuda-nos a descortinar um novo modelo de amizade, e nesse passo ele ensina a todos assumir a autoria de si mesmo. Você deve ser o primeiro a dar o testemunho de sua própria existência, e reconhecer que cada um guarda em si a semente de "ser a luz que você é verdadeiramente" e dar as mãos a este ser que é você mesmo. Quem faz amizade consigo mesmo, abre-se naturalmente para fazer amizade com outrém. Vai surgindo naturalmente num rico processo do "Vir a Ser", e cruzando com segurança seus próprios caminhos e exercendo o mistério de sua própria existência. E com inteireza e integridade vai singrando nos espaços para a inteligência e compreensão. Vivendo paulatinamente nesta rica construção de uma verdadeira amizade consigo e com o outro. Fazer as pazes consigo mesmo num nível mais profundo, descortina um mundo real acerca do eu pessoal e de suas ilusões. E a abundância começa com essa sensação de bem estar consigo mesmo.

Roberto Crema ensina a alquimia da auto-adoção:

"Desisto de esperar que os outros me preencham e tomem conta de mim; que os outros advinhem a minha carência e me concedam espaço. Tomo agora a minha própria mão; comprometo-me a ser um acompanhante amigo de mim mesmo. Assumo ser a minha própria luz."

Eis a experiência mais bela que cada um de nós pode dar a si mesmo, a forte e cuidadosa vivencia de ser amigo de si mesmo.


Se auto-adotar é nascer de novo para "ser", é viver a experiência de "ser", que nos faz "ser", como ensinava os seres transcendentes com sabedoria.


Eu digo, que esta é uma experiência que tenho feito ao longo da minha vida e tem me dado grandes responsabilidades pelo meu próprio destino, e inúmeras alegrias na arte de viver a vida.


Eis a lição que eu aplico e você também deverá aplicar: Auto-adote este ser que acompanha sua existência - você mesmo - e seja feliz consigo mesmo apertando sua própria mão.


Seja Feliz!


PERGUNTEI A UM SÁBIO?


"Perguntei a um sábio, a diferença que havia
entre amor e amizade, ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas, a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.
O Amor é plantado e com carinho cultivado.
A Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira.
Mas quando o Amor é sincero, ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração."

William Shakespeare


08/02/2010

PRECISO DE ALGUÉM


PRECISO DE ALGUÉM


Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado
sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente
para dizer-me as verdades que não quero ouvir,
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia,
nesta coisa misteriosa, desacreditada,
quase impossivel de encontrar:

A AMIZADE

Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades. Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... Charles Chaplin


Eu adorei este texto de Charles Chaplin, pois traduz muito bem o verdadeiro encontro de amigos da alma e do coração.

Paz e Bem!

07/02/2010

ORAÇÃO CELTA DO AMOR


Que jamais, em tempo algum,o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração
a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.




Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida,
sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.





Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que a chuva caía de mansinho em seus campos...
E, até que nos encontremos de novo.
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

(autoria desconhecida)

Fonte: http://dragaocelta.blogspot.com/
Imagem: Deusa Brigid (do livro: Oráculo da Deusa)
Imagem: http://cr-esoterismo.blogspot.com/2009_01_01_archive.html

RECEITANDO ALEGRIA E ARTE



"A vida é arte, basta usufruir com todos sentimentos que eleva a alma."
Segue um pouco da arte de Pablo Picasso.





Jogue fora todos os números não essenciais para tua sobrevivência. Isto inclui: idade, peso e altura. Que eles preocupem ao médico. Para isto o pagamos. Conviva, de preferência, com amigos alegres. Os pessimistas não são convenientes para ti. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.

Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é oficina do diabo. E o nome do diabo é “Alzheimer”. Ria sempre, muito e alto. Ria até não poder mais. Inclusive de você mesmo! Quando as lágrimas chegarem: aguente, sofra e siga adiante. Agradeça cada dia que amanhece como uma nova oportunidade para fazer aquilo que ainda não tiveste coragem de começar.

Porém lembre-se: a única pessoa que te acompanha a vida inteira é você mesmo. Cerque-se daquilo que gosta: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for. O lar em você vive é seu refúgio, porém não fique trancado nele. Seu melhor capital, a saúde. Aproveite-a se é boa, não a desperdice; se não é, não a estrague mais. Não se renda à nostalgia. Saia à rua. Vá à uma cidade vizinha, a um país estrangeiro. Porém não viaje ao passado porque, dói!




Do princípio ao fim, prefira novos caminhos do que voltar a caminhos mil vezes trilhados. Apague o cinza de tua vida. E acenda as cores que carregas dentro de ti. Desperte teus sentidos para que não percas tudo de belo e formoso que te cerca. Contagie de alegria ao teu redor, e tente ir além das fronteiras pessoais a que tenhas chegado aprisionado pelo tempo.


Diz aos que ama, que realmente os ama e faça isso em todas as oportunidades que tiver. E lembre-se sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que teu coração palpitou forte: de muito rir, de surpresa, de êxtase, de felicidade e sobretudo, de amar sem medida.

“Há pessoas que transformam o sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.”

Pablo Picasso

06/02/2010

WAR, NO MORE TROUBLE



E com a música me vesti no colorido do amor

Ouvindo-a crio asas e, sou pássaro piador.

Sou canto multicor nascida do som universal.

Sei sorrir para os sons dos acordes de um violão.

Sei sentir o tom e o sabor de um toque enamorado

É na glória de um arco-iris dourado.

Vejo o clarão do sol iluminado,

Solarizando a Divina música.

Para alimentar os ouvidos meus

Que acalanta, me faz dormir e sonhar

Nos fortes braços de meu amor apaixonado
(Norma Villares)


Eis mais uma delicia desse genial artista Mark Johnson que une músicos do mundo inteiro para arejar nossas almas. Assistam com a tela CHEIA, para ter mais emoções pra vocês.







"Enquanto nós fizemos à nossa maneira em torno do mundo, o que nós encontramos foi amor e ódio, rico e pobre, preto e branco, e muitos grupos religiosos e ideologia diferentes. Tornou-se muito claro que como uma raça que humana nós precisamos de transcender da escuridão à luz. E a música é nossa arma do futuro. Esta canção em torno do mundo caracteriza os músicos que viram e superam o conflito e o ódio com amor e perseverança. Nós não precisamos mais problema, o que nós precisamos somos amor. O espírito de Bob Marley está vivo nessa canção e viverá sempre."

Esta é o quarto vídeo criado por Mark Johnson, unindo várias nações com o elo temático,"Canções em torno do mundo". Esses vídeos e as canções estão sendo vendidas para a uma fundação que ajuda crianças pobres aprenderem música." Junte-se ao movimento para ajudar a inspirar povos em torno do mundo vir junto com a música.

Para doar, por favor visite PSB


Fonte:
1. http://www.pbs.org/support
2. http://www.youtube.com/watch?v=4xjPODksI08&feature=player_embedded

04/02/2010

QUANDO AMEI DE VERDADE...



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome, auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.

Hoje sei que isso é ser autêntico.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...Pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama, amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é saber viver a vida intensamente.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.

E hoje descobri a humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez, plenamente.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

"Assim que você pensar que sabe como são realmente as coisas, descubra outra maneira de olhar para elas"

- Tudo isso é saber viver. (KIM MCMILLEN/ALLISON MCMILLEN)


O sucesso de "Quando me Amei de Verdade" nasceu por acaso. Kim McMillen escreveu num caderninho suas reflexões sobre a vida, e sua filha, Alison, fez uma edição artesanal para presentear alguns parentes e amigos.O livro foi passando de mão em mão, encantando as pessoas por transmitir, de forma simples, verdades importantes: nunca estamos sozinhos quando sabemos aproveitar nossa própria companhia e, para amar os outros, precisamos primeiro nos amar. Este livro é um lindo presente, que pode ser compartilhado por pais, filhos, namorados e amigos. Ele ensina que a felicidade está dentro de cada um de nós e que encontrá-la é mais fácil do que imaginamos.

Este texto não é de Chaplin como corre por aí na internet, inclusive em formato de PPS, é um texto composto por trechos do livro de mesmo nome, traduzido por Iva Sofia Gonçalves Lima e publicado pela Editora Sextante em 2003. O livro original se chama “When I Love myself enough” escrito por Kim McMillen e publicado pela filha Alison McMillen.

A ÁGUA FLORESCE O AMOR


Estamos vivendo em tempos de estiagem de afetos, porque deixamos de regar a alma com a água purissima da fonte perene de benévolas energias do coração.

Percebo que há muito desertos e desolações, cada ser humano no seu canto vivendo sua solidão no meio de muitas pessoas.

O nascimento de uma civilização, na maioria dos casos, está ligado à presença da água: nascentes, riachos e rios... Lá onde a água corre, aparece a flora, depois a fauna e por fim, os seres humanos estabelecem a sua morada. E mais, graças à água, podem viajar e encontrar com outras pessoas, pois ela é um meio de comunicação.

Mas a água pode ser compreendida em diversos planos: ela também pode ser o amor. Quando não existe o amor, o que resta é a desertificação. Infelizmente, quando os seres humanos começam com uma empreitada no nível de relacionamento, raramente eles pensam que o amor deva se pronunciar.

C
ontam apenas com a sua organização. Pois bem, eles estão errados. Enquanto não houver o amor, que é o verdadeiro motor das coisas, não haverá vida. Mas, quando o amor aparece e comparece nas relações, mesmo que a organização falhe, pouco a pouco, tudo se organiza e começa a funcionar.

O
s desertos parecem não possuir vida. Mas se perfurarmos o solo numa determinada profundidade, nos surpreenderemos com fontes de cristalinas águas jorrando. Se soubermos cultivar, um campo de flores rico de amor pode milagrosamente florescer!

Assim, é o Amor... Cremos que em determinados corações, não haja vida. Mas se nos aprofundarmos neles, poderemos encontrar suas fontes luminosas de Amor transbordando. Em breve, poderão se transformar num campo fértil para o cultivo de maravilhosas flores...

O amor verdadeiro palpita fortemente em cada coração, amadurece na medida em regamos com a água da vida para florescê-lo, e assim podemos sentir esta vibração que acorda os sentidos mais sutis da alma. A única coisa necessária é regar com esta água para que o jardim esteja sempre florido.

É no jardim do coração que os rios correm, as flores desabrocham, os frutos amadurecem, as aves cantam em harmonia cósmica e os seres humanos vivem numa fraternidade especial.

Vamos confiar no poder de transformação do Amor?

Vamos lançar as sementes em nossos jardins?

E quem sabe, regando com água pura da fonte podemos florescer o amor latente em nossos corações.

Pense nisto!

"Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor".


Paz e Bem!

Norma Villares

03/02/2010

MEU NOME É MULHER



Meu nome é mulher
No princípio eu era Eva
Nascida para a felicidade de Adão
E meu paraíso tornou-se trevas
Porque ousei libertação.

Mais tarde fui MARIA
Meu pecado remiria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isto não bastaria
Para eu encontrar perdão!

Passei a ser AMÉLIA
A mulher de verdade
Para a sociedade.
Não tinha a menor vaidade,
Mas sonhava com igualdade.

Muito tempo depois decidi:
não dá mais.
Quero a minha dignidade,
Tenho meus ideais!
Mas o preconceito atroz
Meus 129 nomes queimou.
Então, o mundo acordou
Diante da chama lilás!

Hoje, não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família,
Sou ourives, taxista, piloto de avião,
Policial feminina, operária de construção!
Ao mundo peço licença,
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
O meu nome é MULHER!




Autora: "Pérola Neggra"
Sd Fem PM Fátima Aparecida Santos de Souza, do 30º BPM/MAUÁ .S.P.

Grande poetisa "PÉROLA NEGGRA", preciosidade brasileira. Eu gosto de poesias e, sempre estou postando algumas, espero que gostem.

Curtam bem!



02/02/2010

RENDILHADOS DA PAIXÃO



Encanto com o meu doce canto de amor
E deparo com a dor que desencanta

Réstia de luz apazigua o coração dorido
Vívida numa canção de amor e pranto
No peito arde uma saudade renhida
Viceja um ode ao amor e a desilusão
Selei em ti a chave do meu coração

Num suspiro a luz Divina alenta minh'alma

Arde no peito a lúdica inspiração
São rendas luminosas que anima meu espírito
Da ausência deixada de sua meiga visão



A claridão da lua que desponta enamorada
Brilha no chão pequetitas pedrinhas cintilantes
São forças luzentes de melodiosa paixão
Tapete de luz ornado por pontinhos faiscantes
Um rendilhado de estrelas brilham no chão em que pisas
E a estrada da vida, marcará estes pés de caminhante
Eis uma visão de ventura na alcatifa Divina
Adornando sua terna silhueta luzidia
Esse grande amor de suave ilusão

Simplesmente foi embora...


Norma Villares

(05.02.2007)








"Só Louco" nada melhor do que Rosa Passos cantando Caymmi.

Eis que soa alto a alma da poetisa que não sou... apenas treineira na vida...


01/02/2010

BILHETE



Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!

Se me queres,enfim,

tem de ser bem devagarinho, Amada,

que a vida é breve,

e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana


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