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17/01/2010

A FLOR DE LÓTUS


A flor de lótus simboliza elevação e expansão espiritual dos seres humanos, está relacionada à criação do universo. Para os Chineses, está relacionada ao passado, ao presente e ao futuro, simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

Há quem acredita que nas práticas meditativas, muitos monges e budistas imaginam flores de lótus surgindo debaixo de seus pés enquanto andam. Desta forma, estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.

"As pétalas da Flor de Lótus abrem-se para o sol como a nossa alma se abre para a energia Divina. O lótus fecha-se ao anoitecer e submerge na água, para ao amanhecer emergir e florescer novamente, como que prestando homenagem ao sol nascente. Esta flor converteu-se no símbolo natural do sol, da criação e do renascimento. É um mito, uma realidade, um conhecimento sagrado."



“A flor-de-lótus simboliza a pureza, a beleza, pois se originou nos pântanos, lugares tipicamente sombrios. Esta flor nos ensina que não importa a que casta pertencemos. Por mais obscuro que seja o ambiente que nos cerca, sempre podemos brilhar”. (Associação Internacional Buddha’s Light do Brasil).


No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro

De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão,
procurando completar-se.

Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

(Rabindranath Tagore)



A beleza da minha alma

A Flor de lótus acordou
Se efêmera e ilusória
Nada sei... Tudo sei...

O Fugaz rápido se foi...

E do fascínio restou a pureza
Que a Divina Essência

Me presenteou
(Norma Villares)


Autêntica Flor-de-Lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia. No Brasil, sua parente mais próxima é a vitória-regia, também pertencente a família das ninfáceas. Nativa do sudeste da Ásia, principalmene na Índia, Japão e Filipinas onde são veneradas.

"A flor de Lótus é símbolo da espiritualidade e da pureza. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas. O botão da flor tem a forma de um coração."

Além disso, dizem que as sementes podem durar milhares de anos e continuar perfeitas para a germinação. É um símbolo forte da força vital que poderia resistir à condições extremamente adversas. A flor de lótus representa, assim, longa vida à saúde, à honra e à boa sorte.


Independente de sua simbologia, esta flor é um mistério até para a ciência. A semente de Lótus pode, ficar até mais de 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então irá mostrar suas imaculadas e luminosas pétalas.

Outro mistério para a ciência é o fato de suas pétalas, serem autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras.


É também a única planta que regula seu calor interno (por volta de 35º), a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e quando morrem, suas pétalas não caem, apenas secam.


Foi esta profundidade, delicadeza e sabedoria que fizeram os fundadores da moderna Índia consagrar o Lótus, na Constituição, como a Flor Nacional.


Seja como uma flor de lótus!

Paz Profunda


Fonte:
1. http://www.flickr.com/photos/mais_dois/233733051/(Fotos tiradas no Parque do bairro Ueno, em Tóquio.)
2. http://villagedespruniers.net/index.lasso?locate=photo&categorie_photo
3. http:/ www,flordelotus.eu/

15/01/2010

HOJE, EU QUERO O COLO DE DEUS


Vestida do silêncio e da graça,
Desertos, muitos desertos...
Lateja a dor indômita d'alma
Viver adormecido o peito chora silente...
Em mim se esvai... tudo é dolorido
Repicando pedido sofridos
Hoje, eu preciso do colo de Deus.
Quero deitar-me no regaço Divino
Sentir o ninho sereno de encontro
Do descanso reparador

Na viagem do espaço interior
O coração desolado vibrou
É na dor que renasce o calvário
Em todas as vozes, só ouço uma voz
Hoje, eu quero o colo de Deus
Quero o brilho de confiança
Da doçura de seu manto cálido
Selar a nutrição abençoada
Enlaçar a proteção simbólica
Embalada nos braços de Deus
Quero sentir o poder da fé

E na aliança selar um pacto
Abrindo o campo dourado
E receber o abraço da luz
Viver o ritmo da vida
Embalada no canto eterno
Quero iluminar minha face
E no enigma me embalar
Nos luminosos braços de Deus

Repicam os sinos, alaridos...
Latidos de cães soam forte
O frio da noite medra o temor
Tosse o peito agonizante
Sem fé eu sucumbo
Hoje, eu quero sentar no colo de Deus
Receber seu anelo protetor e forte
Daquele que é Meu Pai Amado
Receber seu beijo sagrado
Em minha fronte estalar
A poderosa fé em amar
Aninhar no seu colo poderoso
Acreditar nas palavras
Numa só voz de todas as vozes
Filha! Creia, levanta, segue adiante
Eu estou aqui junto a ti
E nos meus braços eu te carrego

Norma Villares
09.01.2010

14/01/2010

A CONFERÊNCIA



Convidado a fazer uma preleção sobre a crítica, o conferencista compareceu ante o auditório superlotado, sobraçando pequeno fardo.

Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra d'água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho com várias dúzias de flores colhidas de corbelhas próximas. Logo após, apanhou da sacola diversos "biscuits" de inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com graça.


Em seguida, situou na mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada. Depois, com o assombro de todos, colocou pequenina lagartixa num frasco de vidro.

Só então comandou a palavra, perguntando:

- Que vedes aqui, meus irmãos?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

- Um bicho!

- Um lagarto horrível!

- Uma larva!

- Um pequeno monstro!

Esgotados breves momentos de expectação, o pregador considerou:

- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!

Não enxergastes o forro de seda lirial, nem as flores, nem as pérolas, nem as preciosidades, nem o Novo Testamento, nem a luz faiscante que acendi. Vistes apenas a diminuta lagartixa.

E concluiu, sorridente:

- Nada mais tenho a dizer...

Paz e Bem!


Fonte:

http://www.mail-archive.com/mensageiros@grupos.com.br/msg06468.html
http://www.bichafemea.com/2009/10/16/as-flores-e-folhas-que-enfeitam-mais-que-a-casa/

12/01/2010

ERA UMA VEZ CLARICE LISPECTOR



Neste tempo de incongruência Clarice sinaliza...

Me dá sua mão e vamos passear...

Eis um pouco de Clarice Lispector...



Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. É a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.

S
uponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.

Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Sou como você me vê.

Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meus segredos. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.


"Eu te odeio", disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. "Eu te odeio", disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma?

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.


É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção... Porque parece que sou portadora de uma coisa tão pesada. Sei lá! Porque escrevo. Que fatalidade é esta?

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.


Transparências de uma mulher que se desnudou sem medo.

Esta é a grande Clarice Lispector



11/01/2010

A VIDA É SIMPLES


A única mente que pode enxergar a vida de maneira transformada é a simples. O dicionário define simples como "tendo ou sendo composto por apenas uma parte". A percepção consciente pode absorver uma multiplicidade de coisas, da mesma forma como o olho consegue captar muitos detalhes ao mesmo tempo. Mas em si mesma a percepção consciente é uma coisa só. Ela permanece inalterada, sem acréscimos ou modificações. A percepção consciente é completamente simples; não temos de acrescentar nada, nem de modificá-la. É despretensiosa e isenta de arrogância. Não pode evitar de ser assim, a percepção consciente não é uma coisa, para ser afetada por isto ou aquilo. Quando vivemos a partir da pura percepção consciente, não somos afetados por nosso passado, nem pelo presente, nem pelo futuro. Uma vez que a percepção consciente nada tem que possa servir-lhe de fingimento, é humilde. É modesta. Simples.

Fonte:
Extraído do livro "Nada Especial" de Charlotte Joko Beck

10/01/2010

BAIANO QUE É BAIANO...

Baiano que é baiano fala porra a cada dez palavras. Na Bahia, porra é tudo, menos a porra improperiamente dita Brasil afora, ops, Brasil adentro.
Como diz o 'embaixador' Renato Fechine (um paraibano que abaianou de vez), porra na Bahia é adjetivo, substantivo, interjeição, adjunto adnominal e advérbio de modo, de tempo, de lugar, de intensidade... da porra toda. Tudo é porra... Se você receber um nome deste, não se zange...

"O cara mora na casa da porra" = mora longe. Também pode-se dizer: "Ele mora na casa da desgraça", que é a mesma coisa, ou seja, mora longe pra caramba. Baiano que é baiano agüenta comer pelo menos dois acarajés sem passar mal...

Se você não sabe, acarajé é hambúrguer de baiano. Baiano que é baiano chama as amigas de "ordinárias" e elas não se incomodam, não se sentem ofendidas - ao contrário, sabem que é um tratamento carinhoso. Na Bahia, você olha para sua amiga (seja ela pretinha, branquela, loira ou morena) e a chama de "nigrinha" e ela acha o máximo.

Baiano não admite fulerage pu seu lado. Traduzindo: não gosta de cheiro mole. Oxente, não entendeu? Ah, você precisa se matricular num curso de baianês.

Pegar ou bater um rango e filar a bóia significam a mesma coisa, ou seja, almoçar, comer, matar quem tá te matando. Baiano que é baiano não bebe. Come água. Fica em águas. "Ontem Fulano estava em água dura". Tradução: estava trêbado, pra lá de Maracangalha.

O baiano, quando chama um brother pra beber, fala: "Rumbora cumê água". Todo baiano chama Graça de Gal, Wagner de Wal, Gilberto de Gil... Para meus amigos, parentes e aderentes, eu não sou Marcelo. Sou Macelo (engolimos o "r"). Sérgio é Sejo, terça-feira é têça-fêra; bar é bá e cerveja é ceveja. Baiano que é baiano engole a letra "d" do gerúndio: - Qué qui cê ta FAZENO? -Eu to DURMINO... Caminhano e cantano e seguino o trio elétrico...

Numa roda de baianos e baianas, quando alguém chega após ter tomado banho, alguém sempre diz: "Ó paí ó, chegou toda tomada banho". Traduzindo: "Ela chegou limpinha, cheirosinha". Baiano que é baiano sabe o significado da frase: "O cara tava mais enfeitado que jegue na Lavagem do Bonfim". Ou seja, usava excessivo número de adereços e enfeites.

Baiano sabe que brown [bráun] não é a forma carinhosa de chamar Carlinhos Brown, o omelete-man. Brown é adjetivo de pessoa brega-espalhafatosa-cafona. O motorista que põe mil adesivos no carro, o cara cheio de colares de prata e pulseiras. "Que cara mais brown!" Baiano que é baiano sabe o que é "lavar a jega". É se dar bem, levar vantagem, lavar a égua, lavar a burra.

Todo baiano sabe que jante não tem nada a ver com o verbo jantar. Na Bahia, jante significa aro de pneu. "Rodar na jante", no sentido denotativo baiano, é o carro rodar com o pneu vazio ou furado. Mas, na putaria, rodar na jante é transar sem camisinha.

Baiano que é baiano sabe o que é nestante. É "nesse" + "instante" = daqui a pouco. Baiano fala pra semana (na próxima semana), parumês (no próximo mês) e paruano (no próximo ano). "Paruano sai milhó", diz o dono do bloco de carnaval.

Só baiano sabe o que é falar "de hoje a oito". "Meu aniversário é de hoje a oito", ou seja, é daqui sete dias. Baiano que é baiano fala horas de relógio. "Fiquei duas horas de relógio esperando aquele filadaputa". Em geral, fala-se "horas de relógio" quando se quer enfatizar atraso, demora. Baiano é convidado para um aniversário e leva uma renca de amigos (renca = muitos, uma catrupia, muita gente).

Baiano fala "na moral" em vez de por favor... "Pega isso aí pra mim, na moral". Baiano vive dizendo que Sergipe é o quintal da Bahia... E o sergipano adora a Bahia e os baianos. O baiano de Salvador parece não querer ser nordestino e esculhamba o sotaque de sergipanos, alagoanos, pernambucanos, potiguares, paraibanos... (não deveria ser assim, mas é, infelizmente).

Baiano chama ônibus de humilhante, taxista de taquicêro e passe estudantil de atestado de pobreza. Baiano acha legal quando dizem que ele é "retado"; "boca de zero nove" ou "um pinico cheio"... Ê baiano porreta! O baiano, quando tá indo embora, não diz "tô indo"; ele diz "to chegando".

Não vai embora, se pica. "Vou me picar" significa "vou cair fora". Na Bahia, é comum você tratar um amigo, um colega ou um desconhecido de "pai". Se for mulher, "mãe". "Venha, pai". "Venha, mãe", se for caso de amor "venha painho", "venha mainha"Também é comum tratar um desconhecido como "maluco", mas é uma forma carinhosa. "Vai, maluco".

Quando se diz "A reunião não teve um pé de pessoa", se quer dizer que a reunião não teve ninguém. "Colé de mermo?", pergunta um baiano ("qual é a boa?"). E o outro responde: "É niúma" (significa "tudo bem "). Baiano não usa o termo arretado, que é uma invenção dos outros. Baiano fala "retado".

Raul Seixas canta uma música que diz: "Não planto capim guiné pra boi abanar rabo/ Tô virado no diabo/ eu tô retado com você. Tá vendo tudo e fica aí parado/ Com cara de veado/ Que viu o caxinguelê". "Tô retado" significa "to zangado".

Mas retado também exerce a função de superlativo: "É bonito que é retado" [é muito bonito]. "O cara é retado de feio" [é muito feio]. Quando se diz "Ele é um cara retado", significa, "é boa praça".

A Bahia é o único estado que começa com B - de Brasil. O mapa da Bahia é quase igual ao do Brasil, você já viu? A Bahia tem a maior costa marítima do País, você sabia? A Bahia faz divisa com oitos estados (do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste).

Salvador é a terceira cidade mais populosa do país, você sabe? [Não, nem os soteropolitanos sabem disso.] De acordo com um magérrimo satirista baiano, chamado Gordurinha, um baiano é uma coisa divertida; dois baianos, uma boa pedida; três baianos, uma conversa comprida; quatro baianos, um discurso na avenida. Ééééé.

Diz-se, também, o seguinte:

1 baiano = um escritor famoso

2 baianos = uma luta de capoeira

3 baianos = um grupo de axé

4 baianos = um terreiro de candomblé

E ainda tem gente que quer morar em São Paulo...

* Marcelo Torres, jornalista, baiano e cronista (alguns trechos deste texto são de autoria anônima, extraídos de mensagens recebidas pelo cronista).

E Bahia não é nordeste porra niuma, é leste setentrional.

Fica aqui para ler e aprender sobre a Bahia.
Beijo no coração!

09/01/2010

NÃO QUERO SER BAIANO

(Elevador Lacerda- Cidade Alta e Cidade Baixa - clica em cima para ampliar)

Eu me chamo Elilson Cabral, sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Capão da Canoa, e estava cansado em ouvir falar dos baianos e de sua “Vasta Cultura”. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a Bahia era perfeita, suas praias paradisíacas, seus artistas infindos, cansei de ouvir:


Baiano não nasce, estréia.


Olhava pro rosto do povo Rio Grandense e via neles tanto ou mais “cultura” que nos baianos, a Bocha, a Milonga, a Guarânia, o chimarrão e não só as danças, ritmos ou indumentárias, mas toado sentimento que exalava do nosso cotidiano. “Cultura”, isso nós tínhamos, e tínhamos mais e melhor, afinal o que o mundo via na Bahia que não via em nós?


Resolvi então descobri o que é que a Bahia tem. Tirei dois anos da minha vida para conhecer a Bahia e toda sua “Cultura”, para poder mostrar pra o Brasil que existimos e que somos tão bons quantos qualquer outro brasileiro.


No dia 03 de Outubro de 1999 desembarquei no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, e logo de cara ao contrario de baianas com suas roupas pomposas e suas barracas de acarajé, dei de cara com um taxista mal humorado porque tinham lhe roubado o aparelho celular, começava então minha árdua luta pra provar que baiano como qualquer outro brasileiro nascia de um ventre e não de traz das cortinas.


Alguns quilômetros à frente já estava tentando arrancar do taxista as informações que pudessem servir de base para minhas teorias, afinal eu precisava preencher uma serie de lacunas sobre os baianos e suas “baianíces”. Seu Ivo, era como se chamava o simpático taxista falava sem parar, com uma voz de ritmo pausado e sem pressa para me explicar, ia ele contando-me toda historia de Salvador e sua política: - Ah! Essa política é uma “fuleiragem”, é sempre eles nos roubando e agente votando nos mesmo sacanas que nos roubam. Me chamou a atenção como ele não media palavras para definir os seus governantes.


Mas até então nada na Bahia me encantara, nada de magia, nada de beleza. Chegando no hotel onde ficaria durante esse período fui então programar minhas estratégias e resolvi logo ir ao local mais badalado da Bahia, o Pelourinho.


(Pelourinho - clica em cima para ampliar)


Chegando no bairro mais uma vez nada de surpresa, casas antigas, pessoas e cabelos, trançados, espichados, alisados, pintados, enfim, coisas da Bahia. Senti um cheiro muito forte de dendê (ao menos eu achava que era dendê), nunca sentira aroma igual. Então avistei numa varanda pequena uma senhora e duas crianças que brincavam de aprender a fazer acarajé, parei e fiquei olhando tentando colher informações para meu “dossiê”:


- Entra seu moço!


Foi o que logo ouvi, meio sem jeito fui logo pra perto do fogão, o cheiro era cada vez mais forte e envolvente.


- O senhor quer uma? - Claro!

O acarajé frito vai dando água na boca…

( Acarajé - foto by Alena Cairo)

Ia perder a oportunidade de comer a iguaria baiana mais famosa e poder dar meu parecer a respeito? Jamais. Dei a primeira mordida e me senti como se tivesse numa fornalha, aquilo queimava, ardia e pasmem era muito gostoso, tentava parar de comer, mas quanto mais tentava mais me lambuzada com aquele recheio que eles chamavam de VATAPÁ. Delicioso!Enfim a Bahia tem algo de bom, mais é isso que encanta na Bahia?


Bem vou encurtar minha historia para que vocês leitores dessa revista não fiquem entediados. Passei dois anos viajando por toda Bahia, suas praias paradisíacas, ouvindo e vendo seus artistas, e saboreando de sua cultura e consegui chegar a um denominador comum, consegui alcançar o tanto procurava.


Enfim os baianos não são melhores que nós Gaúchos, na realidade somos até mais civilizados que eles, porém, uma coisa nesses dois anos me chamou a atenção, vou dizer-lhes qual foi.


Ao voltar para minha linda cidade no interior do Rio Grande do Sul, me senti como se estivesse pousado no meu planeta, e logo escrevi um artigo pra uma revista falando da minha “descoberta” e depois de publicada fiquei de bem comigo mesmo e com minha terra, agora sim estou leve.


Agora sim? Ainda não!


Passei os meus dias tentando entender porque sentia tanta falta da Bahia, porque sentia falta de meu vizinho Dorgival, do rapaz que passava vendendo sacolé, do João da barraca de água de coco, meu Deus porque esse vazio?


Foi então que descobri o que é que a Bahia tem. Sem pretensão de ofender os meus, digo-lhes que, jamais verei nos sorrisos gaúchos a beleza da sinceridade baiana, jamais sentirei nas percussões de cá o pulsar dos meninos negros de pés descalços que “oloduavam” sem ter medo da dureza futura, jamais terei no abraço de meus parentes, o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada de araçá que toda tardinha teimava em insistir pra que eu comprasse mais uma, jamais sentirei nos territórios daqui o cheiro de dendê, puxa o dendê que nem mesmo sabia o seu cheiro e o reconheci assim, de pronto, queridos conterrâneos, na nação de lá eles andam descalços mesmo os adultos e não é por não terem calçados, eles gostam de viver assim, a chuva não é apenas suprimento e fartura, é diversão, quantas vezes corri pela chuva com o André, filho de Dona Zete, seguindo o caminho que ela fazia no meio da calçada.


Amigos, naquela nação os cabelos são como roupas, as roupas são como armas e as armas são os instrumentos, que levam uma multidão para uma batalha que dura 7 dias e que sempre acaba em vitória para ambos os lados, uma cabaça é motivo de festa, um fio de arame motivo pra luta (de capoeira), dois homens juntos é motivo pra samba, pagode, e festa.


E pasmem queridos patrícios, eles trabalham, e muito, no tabuleiro de cocada, na frente de um volante, com uma baqueta nas mãos, trabalham sim, e muito.


Não quero ser baiano! Sou gaúcho! Sou brasileiro!


Mas nunca imaginei que conheceria um Brasil que jamais pensei achar exatamente na Bahia, exatamente lá, do outro lado, na outra nação.


Não quero me separar deles, não quero perder o direito de dizer que sou brasileiro e que tenho a Bahia como pedaço de mim. Não quero ser baiano, mas mesmo assim não consigo não ser. Jamais saberia que seria necessário ir a Bahia para conhecer o Brasil. (Elilson Nunes Cabral Filho - Jornalista, março de 2002)

Tenho orgulho de ser brasileira. Tenho orguho de ser baiana.
Um abraço bem apertado - coração com coração - vale mais que que mil palavras.
Segue um abração!

08/01/2010

UM DIA VOCÊ APRENDE



D
epois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Uma Mensagem para ser bem refletida por nós num início de ano, para que ativemos nossos mentes para resignificar a vida, mentalizar pensamentos positivos reprogramando-os com novas estruturas de crescimento.
E esta revolução somente o indivíduo pode realizar, com suas atitudes de interiorização, lembrando o especial Mahatma Gandhi que dizia:

"A única revolução possível é dentro de nós.”

Então vamos iniciar o ano com esta frase em nossa mente:

Eu posso fazer uma revolução em minha vida, e vou fazê-lo.
Recomece!
Boa sorte!

Este texto tem corrido a internet como se fosse de William Shakespeare, todavia alguns sites informa que este texto é das autoras norte americanas "Verônica A. Shoffstall e Judith B. Evans".

Esta narração foi feita por Moacir Reis e a edição deste vídeo foi elaborada por Kaio Lima.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=mb4n0zFi-f4

06/01/2010

GUITAR HERO



Você se acha bom em Guitar Hero? Então experimente o verdadeiro Guitar Hero World Tour. Veja esta mulher como toca muito bem, num estilo bem diferente. Espero que gostem. Abraços

GRANDE BOB MARLEY - ONE LOVE


Visitei uma loja de instrumentos musicais. Tinham um xilofone. Ignorei o cartaz que dizia:

"Não toque! O vendedor lhe ajudará".


S
egurei o martelete em minha mão e golpeei apenas uma nota pensando que seria breve e seria desprezada. Mas ela ressonou pelo que me pareceu uma eternidade. Suficientemente longo para que o vendedor ouvisse e se aproximasse.

- Sabe tocar? Ele perguntou.
- Não, nunca aprendi. Respondi.
- Obviamente você nunca aprendeu a ler cartazes também. Disse gentilmente e rindo.
- Eu gostaria de tocar mas só sei uma nota. Eu contei desconcertado...
- Para um compositor, cada canção começa com uma nota. Para você, aquela nota é sua canção.

Ele disse. Meu amigo, você é uma canção de Deus na sinfonia da vida. Tocada repetidamente, quem você é e o som que você faz na peça inspirada por Deus, ressona eternamente. Você é uma palavra, também. No livro da vida, que tem muitas páginas, sua palavra única forma volumes.

E a sua palavra é "Amor?", "Alegria?" ou é "Desespero?", "Derrota?".

Pense bem...


UMA NOTA... UMA PALAVRA... (anônimo)

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Estou postando um lindo vídeo, assistam com a tela CHEIA. Clica no vídeo no lado direito abaixo e assista com a tela inteira. É muito lindo e emocionante. Espero que tenham gostado, postarei outros vídeos neste estilo, e também são geniais.
Nesse vídeo são músicos desconhecidas ao redor do mundo que tocam e cantam ao ar livre e tal forma são gravadas. O grande trabalho de remixagem é feita pelo técnico Mark Johnson, que faz uma limpeza de ruídos e que torna o vídeo maravilhoso.



"Bob Marley One Love" interpretada por Mo 'e intérpretes da Índia, Israel, Nepal, África do Sul e Zimbabué no PLAYING PBS novo especial para as mudanças: Keb' paz através da música.

Playing for Change é um esforço de multimídia para unir músicos e vocalistas de diversas partes do globo, enquanto procuram a audiências mergulhar em um movimento para inspirar-se e trazer a paz ao mundo através da música. Usar móveis de áudio e vídeo unidades, os técnicos viajou o mundo, gravação de músicos locais no exterior, em cidades e vilas em todo o mundo. Além disso, os músicos de todo o mundo estão reunidos para realizar shows beneficentes que construir escolas de música e arte em comunidades carentes. As estréias especiais foram realizadas em 01.08.2009, sobre a maioria de estações PBS. Veja a listagem local para datas e horas em sua área em pbs.org. Você pode ajudar a PBS continuar a oferecer a todos - de cada caminhada de vida - a oportunidade de experimentar performances surpreendentes e explorar novas idéias através da televisão e conteúdo online.

Para doar, por favor visite PSB

Fonte: http://www.pbs.org/support
http://www.youtube.com/watch?v=4xjPODksI08&feature=player_embedded

05/01/2010

EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA...



A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Fonte: COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. RJ: Editora Rocco, 1996.


03/01/2010

ABRA A JANELA DO SEU CORAÇÃO ...


Abra a janela do teu coração e deixe a alma arejar!

Hum! respire bem, deixe a luz iluminar sua vida, deixe a serenidade entrar com toda força.

Potencialize essa energia com vigor.

Deixe esta janela da alma sorrir para a natureza, para os amigos e todo Universo partejará em bênçãos.

Sabe aquele cheiro de mofo de sonhos que envelheceu e você nem se deu conta?

Deixe que o vento leve para longe... para bem longe...


Seu coração precisa de limpeza!?

Livre-se também do ranço amargo de toda mágoa e do rancor, faça uma boa limpeza na vidraça do coração, garanto que você enxergará melhor a vida lá fora.

Deixe a luz inundar tudo, apagar as marcas das decepções, as tristezas das derrotas e da mania de perseguição e de sofrer por sofrer e acima de tudo, permita que o sol derreta o gelo da solidão.

Apaixone-se por um sorriso e sorria junto, ilumine as janelinhas dos olhos...

Seus olhos vão ficar mais brilhantes.

Ame a pessoa que o espelho reflete todas as manhãs.

Escancare a janela dos desejos e esbanje sonhos, ninguém sonha em vão, e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem.

Desenhe um horizonte além da tua janela, exagere nas cores e...

Faça florescer todos os campos que sua vista alcança.

Vá além, muito além... além do além...

Abra a janela da vida e seja pleno em cada coisa ainda que pareça pequena.

Viva com a espontaneidade de uma criança.

Debruce na janela e não olhe a vida passar através dela...

Viva a vida com suavidade, beleza e altruismo!
Viva o bem planetário!

Um Feliz Ano Novo rico de paz e harmonia para todos!


Fonte da imagem:

http://www.google.com.br/imgres?imgurl



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