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25/11/2012

Guardei no livro de deslumbramentos...








ACORDEI NO CÉU DE SANTO AMARO...
E lembrei do céu da minha terrra natal...
Tem dias que você acorda no céu de Santo Amaro,  hoje acordei assim, lembrando do céu alto, sem nuvens, limpo, azul que que brilha nos olhos doendo a rertina. Como é bom acordar com lembranças do 'céu alto'.   Assim é o céu da minha cidade, aquele espaço imenso aberto e distante,  límpido e, sem qualquer sinal de nuvens. 

 Eu via o céu todos os dias e não percebia esse detalhe tão importante... 

Um dia, um amigo Miguelão (piloto de avião)  estava indo a Bom Jesus da Lapa com um avião bi-motor, e me perguntou se queria passear em minha cidade Carinhanha,  uma cidade vizinha. Aceitei de bom grado, e lá fomos nós, voando por céu anil...  
Gente!  Estar voando num avião pequeno,  dimensiona o quão grande é esse espaço de configuração do 'aberto' . Somente assim,  teti à teti, temos a noção e uma percepção profunda, simples e clara dessa imensidão que nos abençoa todos os dias,  bem como,  do tamanho exato que somos...

 Acolhi  o sentimento amoroso e agradável,  e multi-sensações de prazer e medo.. Conclui com certeza absoluta  'Deus e eu não estamos separados, tampouco embaralhados'.   Assim é possível estar aberto a uma percepção mais verdadeira de tudo o que nos cerca e, do invisível indizível no universo interior.
 Bem, vamos lá... Quando chegamos em Caitité, abriu-se no horizonte um céu desigual,  aquele espaço imenso descortinava ante as minhas vistas nunca percebido dantes, nada mais lindo lembrava tanto o 'universo em nós',  era o deslumbramento rasgando os véus nesse  espaço para  invadia minha alma...  Era uma soma de 'TUDO'  e de "NADA'  que num instante abria-se, como uma febre de luz que invadia minh'alma. Reticências e mais reticências para expressar... porque palavras não tenho...

Nada é tão belo! 
Nada é tão significante!  
Yuppppp, guardei bem guardadinho em minha memória, esse beleza, como canções que nascem sem ser nascidas, sem ser cantadas. Fechei os olhos, e guardei meu amuleto sagrado. E hoje, faz parte do meu 'livro de deslumbramentos'. Depois do diário, eu substitui por um livro onde escrevo minhas memórias de deslumbramentos e esse livro eu nomeei como a "Canção do Deslumbramento'. 
Se  houvera  cortinas, foi desvelado o céu,  visto que descortinar é passar pelo portal seguindo o fio sutil  de beleza indizível  da vacuidade.
Eu passei por esse fio e desvelei um novo céu. E, assim  sinto-me  feliz retornando às minhas experiências lúdicas e numinosasa quando lembro do 'céu distante da minha cidade'.
Nada mais criativo, do que lembrar de Flavio Venturini  e Caetano Veloso, com a sua canção 'Céu de Santo Amaro' que é a uma rica  adaptação de  uma  música clássica de Bach  (Sinfonia da Cantata 156 em fá maior ) que gosto muito. 

Quem asssistiu o filme 'Hanna e sua  irmãs"? Essa música faz parte da trilha sonora. Muito legal esse filme, sou suspeita, porque amo o cinema, risos.

Para alegrar meu domingo, amanheci no 'Céu de  Santo Amaro", cantando essa canção que expresssa lindamente minha experiência de deslumbramento.
Vamos cantar:

'Céu de  Santo Amaro"
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei.




 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nR-HYeH1HI0
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