Pages

Subscribe

26/04/2010

AS CORDAS DO VIOLINO


As cordas do violino chora forte

Toca linda melodia

Abre as janelas da alma

Acorda o mistério da música

Leva o pensamento à montanha

E devolve a luz numa canção


Norma Villares 26.04.2010.

22/04/2010

MAL ME QUER...BEM ME QUER...

Estes últimos dias ando sorumbática (gostaram do nome). Pois é, jururu. São dias que pegamos uma flor e iniciamos a trajetória, bem me quer... mal me quer... bem me quer... Onde está quem me quer? E esta flor fica totalmente desencantada porque sobrou apenas uma pétala, assim como estou hoje. Aff... JURURUZINHA com uma pétala só... E eu não sou pessismista, sou mais para Polyana, diga-se de passagem já terapeutizei com a minha Polyana interior. Vejo que este é um bom momento para curtir sozinha, isolar um pouco para ter uma noção mais ampla e clara das coisas. Há momentos em que é preciso ficar só, a fim de contemplar o que jaz entre o céu e o inferno. Enfim, ficando um pouco com meus botões isolada numa torre...Quem sabe, se um bom diálogo com eles, não me traga uma solução serena.Vou ficando por aqui amigos, desculpa não ter comentado em seus blogs, espera um pouquinho. Eu creio, que isso também há de passar!Segue um abracinho com leveza de asas de passarinho e suavidade de uma brisa.Há de Passar!


20/04/2010

A OSTRA E A PÉROLA



"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?

Você já sofreu os duros golpes do preconceito?

Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola !!!

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras" vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Um sorriso fala mais que mil palavras... (autor desconhecido).

Grande abraço!

16/04/2010

TRANSMUTANDO NUM CALEIDOSCÓPIO





Era uma vez... E uma vez se foi...

Nas histórias de uma memória viva, num reino que dista sem ser distante. Num rico paraíso de luz existia uma belíssima montanha do amor rodeada por vales perfumados e poesia onde tudo era vivificado em pura magia...


Nela vivia e saltitava um alegre e solitário coração de cristal que cintilava pela vida com o brilho do universo festivo.


E com uma alegria sem igual subiu ao pico mais alto da montanha do amor e, encontrou outro coração de cristal. E respirando na pura brisa da montanha do amor, deixaram ser tocados sutilmente pela energia do coração. Os brilhosos corações abriram seus tesouros d'almas e, se uniram num festival transcendente do caminho misterioso do amor, e a sublimidade cantava louvores doando reluzentes jóias semeadas no poço das virtudes. E todos os verbos conjugados eram mágicos, evocando a quimeras e humanitários sonhos de amor incondicional...


A fonte foi buscada e a essência encontrada... No reencontro da magia do amor toda vida iluminava-se. Era o fulgor dos brilhos que se elevava e se tornava uno com o Divino. E o desabrochar do amor enriquecia os tesouros d'alma e os corações extasiavam-se com suas riquezas pessoais. Muito idealismo, aventura e senso de liberdade revelavam um encontro comprometido, vivendo cada momento auspicioso.


Mas eram corações desajeitados e cheios de equívocos, sem saber tocar os pés no chão, deixaram de assumir o primeiro passo importante de um relacionamento responsável e maduro. Não cumpria o que prometia, fugindo como adolescente apavorado ao sinal de responsabilidade. Foi mostrando-se descomprometido com o amor, e sem se preocupar com o futuro nada queria aprender para instalação do novo. E sem qualquer preparo para as armadilhas do velho com roupagem do novo, um coração demonstrava apenas o interesse de ser enaltecido ao praticar esse jogo do amor. E sem querer querendo, um coração quebrou o outro coração de cristal e, foi-se embora sem se importar com os estragos que para trás deixou...


E para não quebrar a harmonia da Montanha do Amor, esse coração teimoso e obstinado não tinha mais o direito de viver na mágica Montanha do Amor, a não ser que ele amadurecesse...


Se ainda não aprendemos amar, não estudamos sobre o amor, não sentimos o amor, sempre afetamos outros corações. Em primeiro lugar precisamos ouvir nossas idiossincrasias e aceitá-las, por mais equivocadas que sejam, e depois caminhar inteiros, plenos de lucidez pelos vales floridos na linda e mágica montanha do amor. Essa montanha, esse vales perfumados ajudam despertar o melhor da alma no tesouro da essência.


Mas coração despedaçado só conhecia a melancolia, as lágrimas brilhantes derretiam-se nos cacos de cristais coloridos, e transmutavam-se em pisca-piscas cintilantes brindando a nova vida que descortinava ante a dor.


Eram cacos de cores coruscantes e cada um deles guardavam as sementes do puro amor, que jazia inerte sem saber o novo rumo a ser tomado. Mas, o novo clama e o espaço estava aberto para grande transmutação...


O pedaço de cristal branco sorria de pura paz e transformava em fonte pacífica partejando harmonia. O caco rosa representando o amor leal, vibrava intensamente no amor incondicional. O lilás enaltecia a cura, que por sua vez vestia de azul real brindando a serenidade. Outros cacos brincavam em puro regozijo vestindo-se de vermelho, amarelo e abóbora distribuindo calor humano e alegria genuína. E a prosperidade fazia-se presente no caco verde que se multiplicava em mil cores gerando a abundância cósmica. E sem igual o prateado e o dourado coroava em beleza sem igual, a vida nova do ex coração de cristal.


Essas cores vibrantes como um arco-iris, corriam faceiras e com ligeireza ímpar criavam redomoínhos de amor rogando ao Divino um lugar ao céu.


Em resposta, o grande Arquiteto Cósmico com generosidade de sublime afeição e carinho foi juntando os cacos de cristais do coração choroso e, promoveu a luminosa iniciação deles no portal do caleidoscópio...


Cada caco tinha brilhos faiscantes que tocado no claro instante ingressava-se de mansinho no grande ritual de passagem para feliz transmutação.


Tudo era música, beleza e poesia, pois nos cacos de cristais somente existia, transmutação e estesia, pois a borracha da vida limpara o passado de agonia e, nada mais restava da antiga dor...


Eles corriam e abrilhantavam a vida nova, e descobriam que sentimentos e dores, são cacos faiscantes no baile dançante no poço da alquimia.

Eis que surge de repente um resplandecente caleidoscópio, e esses cacos reluzentes que o compunham nada sabia da vida de outrora, apenas sorriam com a vida de aurora abrindo-se ao novo do "agora".


Assim nasceu o caleidoscópio na montanha do amor, abrilhantando a vida de amor em prosa e poesia, um misto de luz e agonia... E que agora só conhecia o brilho da luz, fonte de alegria e amor numa vida de ventura e puro primor.


Passa pé de pinto... Passa pé de pato...
Eu contei uma história e você conta vinte e quatro...

Norma Villares
17.04.2009


Fonte: GIF ANIMADO. http://media.photobucket.com/image/caleidosc%2525C3%2525B3pio%20gif%20animado/majo

14/04/2010

DO CAOS À ORDEM


Ontem eu li o ICHING para uma amiga e achei interessante a resposta, por isso posto aqui porque acredito que para fazer uma escuta profunda dos ecos da alma, é necessário a partilha.

O livro dizia que a principal prioridade nas atividades da vida deveria ser o emprego nas energias individuais, para que a ordem predomine sobre sobre o caos. Isso requer insights criativos, a sabedoria para enxergar nos outros o potencial do bem. Essa é a intuição benévola de concentrar energias no lugar certo, atendo os princípios orientadores da vida e aptidão para interagir com energia e vigor, com exata apropriação de eficácia e eficiência.

Através da vida devemos cultivar e, aplicar as percepções interiores e expressá-las nas mais elevadas formas de arte. E para obtermos tais intuições perceptivas, precisamos investir em virtudes, aquelas que nunca modificam ao passar do tempo. Virtudes ancestrais que as traças não roem e que nunca estarão expostas ao mofo e bolor. Esses são verdadeiros tesouros da alma e do espírito.

A par disso, deveria ser adicionada atitudes mentais positivas, com meditações para reprogramação nível cerebral e da alma, a percepção ficaria aguçada e a intuição seria bem acolhida no psiquismo de superfície. O futuro será radioso se aprender a superar emoções negativas, empenhando em descobrir formas de modificar os sentimentos na hora da adversidade. Assim, será capaz de de atrair a boa sorte, quando estiver alegre ou triste.


"Apenas quando conseguimos investir no bem, conseguimos ver o bem no outro"


Esses investimentos pessoais incluiria a ver e enxergar no outro o grande potencial ao bem, porque estaríamos trabalhando com a 'inclusão' e distanciaríamos da exclusão do outro, famigerada estrutura aterrorizante e vigente no mundo da vida.

Pelo que aprendemos por vezes somos capazes de ultrapassar as ordens e estruturas já existentes, a fim de criar novas ordens e estruturas, mais intrincadas e complexas, que inclusive exercitaremos a abertura para exercer o dom de iluminar numa simplicidade maior.

Tudo isso ajuda criar a extraordinária facilidade de encontrar respostas simples para problemas elaborados, respostas vistas que, em retrospectivas, parecem ter sido ofuscadamente óbvias por muito tempo.

Assim possuímos a capacidade de ver e enxergar longe, traduzir e comunicar essas respostas lúcidas e sensatas no mundo da vida, incluindo o outro com suas idiossincrasias. Essas são maneiras pelas quais podemos transformar o caos em ordem, e são esses os talentos pelos quais resolveríamos quaisquer problemas que pudessem surgir na vida de relação.

Sinalizo que o eco da alma deveria ser escutado com maior fidedignidade, assim a reverberação estaria numa ressonância de paz, amor e harmonia. E o caos nunca teria chance em detrimento da ordem. Pois a ordem traduz a pura energia de planos Divinos, e os arquitetos Siderais planejam o melhor para cada um de nós.


Abra-se para investir em virtudes e escutar o eco da alma...

Dê o seu melhor e colha o melhor no mundo da vida!

O Planeta Terra agradece, segue um "duo em violão", um vídeo muito bom.




Sublimes abraços

11/04/2010

AMAR É "AQUI E AGORA".



Amar é embalar nos sons do coração
Maresia nos braços de uma paixão
Ardor de um beijo roubado
Ritos de corpos suados


É lúdico sentido sorrindo em pura emoção


Amar é sabor de rico prazer
Que interliga almas em pura poesia
Urdida de sublime néctar e estesia
Intima união entre mundano e transmundano


Enebriante dulcíssimo amor Divino


Ardente fulgor abrindo pra vida
Gotas de orvalho que lavam a alma
Olfatos despertos com perfumes extasiantes
Rendilhado aceso pela transcendência
Almas crianças sonhando com o amanhã.


AMAR É "AQUI E AGORA"
Acróstico

Norma Villares

27.03.2007


10/04/2010

DEIXE-ME SAIR ...


Deixe-me voar, em busca de ti
E
com pés de plumas cruzar o anil do céu
Nas nuvens me encantar com as esferas
Em teus braços faceiros adormecer
Plumadas em brancos flocos de eras
Afundar em teu peito, oh! doce quimera
Entranhadas de oferendas de amor
Abrir-se ao vento que leva...
Voar, sonhar e luzir...


Deixe-me sair, a procura de ti...
Com largos e pequenos passos.
Na aurora da liberdade encontrar.
Sonoros alaridos de vida rica de amor.
E na montanha sagrada unir num abraço ditoso,
O canto dos cantos enlevados com palavras de amor
Cantar, deslumbrar e sorrir...


Deixe-me navegar, em pesca de ti
E pelos mares nadar sem fronteiras
Mergulhar em busca de teu coração
No profundo oceano trancado a sete chaves
Submergir nas águas e vogar em teus braços
Afundando em teus olhos serenos
E tua imagem refletir a nossa luz.
Nadar, flutuar e fluir...


Deixe-me andar distâncias atrás de ti
E nas veredas do mundo trilhar
E sozinha sem rumo e nem fundos
No verdejante no destino profundo
Voar pelas nuvens, navegar em mares bravios
e caminhar nos vales e montanhas.
Doar o amor guardado no meu coração.
Extasiar, presentear e sentir...

Deixe-me contar, as alegrias e dores
Nos compassos musicais há sorrisos e flores
Ditosas palavras iluminadas de amor
Que espera o encontro perfumado
Vicejando em fragrâncias pelo sagrado
Fitar, cultivar e realizar...


Peregrina que sou buscando tua alma,
acordei a força da aurora boreal...
E com lindas cores pintei o puro amor
que guardei no fundo d'alma para ti dar
sem segredos, fechaduras e chaves...
E sem medo da apostasia...
De verdadeiramente amar.


Deixe-me sair... em busca de ti...

Norma Villares
23.02.2007

08/04/2010

TATUAGEM



A viagem no fio do infinito

abraça o mar de possibilidades...

O amor é tatuagem da alma que é vivido

com os sentidos mais puros do espírito.


Norma Villares (08.04.2010)

06/04/2010

O TEU RISO




Tira-me o pão, se quiseres,
t
ira-me o ar, mas não

me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
d
e prata que em ti nasce.



A minha luta é dura e regresso
c
om os olhos cansados

às vezes por ver que a terra não muda,
m
as ao entrar teu riso
Negritosobe ao céu a procurar-me e abre-me todas
a
s portas da vida.



M
eu amor, nos momentos

m
ais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
r
i, porque o teu riso

será para as minhas mãos
c
omo uma espada fresca.

À
beira do mar, no outono,

t
eu riso deve erguer

sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
q
uero teu riso como

a
flor que esperava,

a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.


R
i-te da noite,

do dia, da lua,
ri-te das ruas
t
ortas da ilha,

r
i-te deste grosseiro

r
apaz que te ama,

mas quando abro
o
s olhos e os fecho,

q
uando meus passos vão,

quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a
luz, a primavera,

m
as nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda



Neftalí Ricardo Reyes, dito Pablo Neruda. Poeta chileno (Parral 1904 - Santiago 1973). Cônsul do Chile na Espanha e no México, eleito senador em 1945, foi embaixador na França (1970). Suas poesias da primeira fase são inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo, primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das revoluções latino-americanas. Esteve no Brasil em diversas oportunidades, e, numa delas, declamou poemas seus perante grande massa popular concentrada no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Obras principais: A canção da festa (1921), Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1925), Residência na terra [vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939, que inclui Espanha no coração (1936-1937)], Ode a Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares (1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967). Em 1974, foi publlicado o volume autobiografico Confesso que vivi. (Prêmio Nobel de Literatura, 1971).


Fonte: http://www.fabiorocha.com.br/neruda.htm:

05/04/2010

DESCORTINA O VÉU...



No meu olhar luzes brilharam.

E tua presença, silenciosa atua.

Minha face enrubesceu.

Teu encanto singelo insinua.



Descortina o véu da tua alma,

pra minh’alma pode comê-lo.

Dá-me teu eu sincero,

busca-me naquilo que é teu.



Não há coração aberto,

sem dar-se o íntimo do eu...

Abertura essencial pede silencio...



Escuta a voz do anseio d’alma...

E o véu descortinará singelos corações felizes.

Sorrindo no baile da vida brincando com o puro de amor...


Norma Villares

02.12.2009


04/04/2010

QUEM AMA E QUEM É AMADO?


Li um dia, não sei onde,
Q
ue em todos os namorados
Uns amam muito, e os outros
Contentam-se em ser amados.
Fico a cismar pensativa
N
este mistério encantado...
Digo pra mim: de nós dois
Quem ama e quem é amado?...

Florbela Espanca




Florbela é belíssima.
Lindo!

03/04/2010

OVOS DE PÁSCOA DE FABERGÉ

A páscoa era comemorada desde os tempos pagãos, homenageando a deusa escandinávia da primavera Ostara. Nessa época do ano, os dias e as noites duravam o mesmo tempo. Os últimos sinais de inverno davam lugar à primavera, e Ostara era representada com animais em sua volta, especialmente os coelhos, simbolizando a fecundidade e segurava um ovo na mão simbolizando o renascimento. Assim a Páscoa é simbolizada em cada tradição com inúmeros significados.

No século X, a páscoa russa também era celebrada como cerimônias desde os tempos pagãos, e adaptadas ao Cristianismo, também coincidindo com a chegada da Primavera, estação que significa florescimento, renovação. Na Páscoa da Rússia Czarista: todos se beijavam e diziam: “Cristo ressuscitou”, recebendo a resposta: “Verdadeiramente, Cristo ressuscitou”. E se presenteavam com ovos, que representavam a nova vida que surgia, o renascer das esperanças. Os ovos que o povo trocava entre si eram pintados. Já os ovos que os membros da família real e os nobres da Corte davam uns aos outros eram feitos de ouro, prata, decorados com esmalte e pedras preciosas.

















O primeiro ovo de Páscoa (destes apresentados) comissionado pelo czar Alexandre III ao joalheiro Peter Carl Fabergé, foi feito em 1885. O sucesso do presente dado à czarina Maria Feodorovna foi tão grande que por ordem do czar, o joalheiro passou a criar, todos os anos por ocasião da Páscoa, um ovo diferente, todos maravilhosamente decorados em ouro, prata, diversas gemas (rubis, diamantes, esmeraldas, safiras, ônix, jade, topázio, alexandrita), laca e esmaltes, para a czarina e também para a mãe do czar, a imperatriz viúva Alexandra Feodorovna. Ao todo, o czar Alexandre III comissionou 54 ovos a Maison Fabergé.


(Fotos St Petersburger)




Também na antiga Roma era costume se levar um presente nas audiências com o imperador. Roma, os ricos levavam jóias e os pobres, o que podiam. Conta a história que Maria Madalena, na sua vez de se dirigir ao imperador, Tibério disse: ‘Cristo ressuscitou’, e lhe estendeu um ovo de galinha. O imperador, duvidando de suas palavras, começou a dizer que ninguém volta dos mortos e que, portanto, o que ela lhe dizia era tão impossível de acreditar quanto um ovo branco se tornar escarlate. Tibério ainda não tinha terminado a frase e o ovo mudou sua cor de branco, para escarlate. A partir de então, os cristãos passaram a se presentear com ovos coloridos, por ocasião da Páscoa. Assim o cristianismo acabou dando outro significado a este costume, relacionando-o com a festa de ressurreição de Jesus Cristo que, como a vida latente no ovo, despertou e ressuscitou para uma nova vida.




Fonte:
1. http://bp1.blogger.com/_naj57iOwsXQ/R-f_vWgvY8I/AAAAAAAAAIs/LLBSFRvbMGI/s1600-h/faberge1.jpg
2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo_Faberg%C3%A9.

3. http://eeuropeanhistory.suite101.com/article.cfm/fabergeeggs

01/04/2010

BELA LENDA DO AMOR


Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era o AMOR.

Quem nada produzia quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu AMOR, ele era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu AMOR, pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia convenceu um pequeno garoto à não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar AMOR e, em pouquíssimo tempo, sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, às pessoas começaram a guardar o pouco AMOR que tinham e, toda a HARMONIA da cidade desapareceu. Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se OFENDERAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a se sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu AMOR.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a se sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu AMOR.

A todos que dava AMOR, apenas dizia:
- Obrigado por receber meu AMOR.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último AMOR sem receber um só de volta.

Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu AMOR. Um outro fez o mesmo... Mais outro... E outro...

Até que, definitivamente, a aldeia voltou ao normal e o AMOR voltou a ser distribuído... (desconhecido)

O amor requer generosidade, devemos realizá-lo sem esperar nada em troca. Lembrando que esse genuíno sentimento deve ser jorrado em todas as coisas indistintamente. Dar e receber amor são gestos que alimentam a alma, não acumule seus floquinhos, distribua-os a todos sem qualquer preferência. Podem ser: um abraço; um beijo; um aperto de mão; um telefonema; um torpedo; uma oração; uma ajuda financeira; um sorriso, um comentário no blog, uma carta ou e-mail...

E lembre-se:
Nunca guarde o amor que você tem no coração, pois é dando que se recebe amor. E assim construímos a corrente do bem. E você é um elo importante dessa corrente. Movimente essa corrente, segue um floquinho de amor para você!
Nesta Páscoa receba e distribua floquinhos de amor. Feliz Páscoa!
Beijinhos de luzes e cores.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...