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31/03/2010

LÁGRIMAS SENTIDAS



A sina da vida me revela,
um canto alegre e um choro triste...
Sorrio, finitos presentes de alegrias.
Entristeço, derreto em soluços e muito ais...

Com os olhos vermelhos de tanto pranto.

De tuas marcas deixadas atrás...


Palhaça que fui em tua vida.

Que no passado atroz
fizeste troça e muito mais...

De uma pura e simples forma de amar.

Que te ofertei sem nada esperar.


Dei sonhos que eu tinha n'alma...

Nem mais vontade tenho para sonhar.

Uma alma sentida é fonte de dores.

Sangra no peito sem nada acalmar.

A vida pede atenção.
O que faz a outrém,

Você faz a você mesmo...

Perguntei ao teu dito coração:
Se foste palhaço também?
Diante de tanta desilusão..
Da pérfida dureza d'alma...
E coração sedutor que tens!


Eis que descubro tua triste sina:
Ter sido palhaço também.
Isso não lhe dá nenhum direito.
De fazer palhaço outro alguém.

Norma Villares
28.01.2007

A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem.
Pablo Neruda

Amigos, informo a vocês que escrevo com inspiração num momento de criatividade, mas nem sempre é o que está acontecendo no momento atual, era o que sentíamos noutro momento, numa mistureba com as dores do mundo. E neste mix, muitas vezes escrevemos as dores e alegrias alheias, por isso trouxe esta frase do grande Pablo Neruda mostrando que a criatividade conecta diretamente com o invisível aos olhos humanos. Não estou triste, muito pelo contrário.
Muita graças para todos blogueiros.
Sublimes abraços

30/03/2010

A NOITE É VASTA

Oh! Alma luzidia

Banha estes versos

Com tuas lágrimas

Eis que é noite vasta


Na imensidão soa forte

Visto num olhar aberto

Pálpebras recrudescem

Liquidas amanhecem


Abertas ao penhor

Insones com tanta dor

Retira as viseiras

Cálidas e altaneiras


Lágrima vertida silencia

Chora as dores do amor

Norma Villares

Norma Villares
30.05.2007

29/03/2010

ALMAS PERFUMADAS

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.

De sol quando acorda. De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança

gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.

Lambuzando o queixo de sorvete.

Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,

mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.

De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.

Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente

acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas

que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.

Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.

Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda.

Tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave

que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.

Do brinquedo que a gente não largava.

Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim.

Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume

que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.

Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas, a gente lembra que no instante

em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado.

E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas,

porque acredito que os sentimentos também têm cheiro

e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia.

Minha avó era alguém assim.

Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores.

A minha, foi uma delas.E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado,

que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou.

E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma,

os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada,

se vestiu de Edith, para me falar de amor.


Ana Cláudia Saldanha Jácomo
(Para minha avó Edith)

Ana Cláudia Saldanha Jácomo (1966) é carioca, formada em Jornalismo, funcionária pública, e absolutamente enamorada, desde criança, pelo exercício de escrever. O estilo predominante em seus textos é a prosa poética, a exemplo de “Almas Perfumadas”, que publicou, ainda inédito na internet, no Releituras, quando o site estava inaugurando o espaço para novos escritores. Na década de 90, participou com contos e crônicas das antologias "Hoje", "Agora" e "Já", resultantes do trabalho da Oficina Literária do poeta Cairo Trindade, a qual freqüentou por cerca de um ano. Em 2001, lançou um livro independente intitulado “Parto de Mim”, impresso na Fábrica de Livros da SENAI, com duas tiragens já esgotadas. Apaixonada por música, desde sempre, no finalzinho de 2006 começou também a percorrer o caminho da composição musical. Gosta de dizer que escrever é o seu trabalho mais lúdico. Seu jeito preferido de prece. Sua maneira predileta de levar o coração para pegar sol.



Aos seres perfumados da blogosfera, segue essa delícia e rosas brancas para alegrar seu dia de segunda feira.


Fonte:Blog: http://anajacomo.blogspot.com

E-mail: anajacomo@terra.com.br

28/03/2010

LUA E SOL


Conta-se, que há muito o Sol andava tristonho pela Terra. Seus raios, já não eram tão "fortes" como antes e por mais que o fizesse, sempre era encoberto por alguma nuvem escura que percorria o céu num forte vendaval.


Os pássaros, as flores, os animais, todos se questionavam sobre o distanciamento do sol. E numa manhã; que seria bem mais bonita, se o Sol estivesse com seu esplendor total; uma ave de voo inigualável chamada Condor; arriscou-se e quis tentar conversar com o astro rei. O sol percebendo a dificuldade do Condor para se aproximar, tranquilizou-o dizendo:

- Linda ave; de vôo quase perfeito, porque queres chegar a mim, se estou por toda parte deste planeta?

O Condor ouvindo a pergunta do Sol lhe respondeu, já exausto pelo voo:

- Gostaria muito de saber o que lhe deixa tristonho.
O planeta está quase sem tua luz: os pássaros já não sabem mais para onde ir; as flores, principalmente o girassol; já não sabe mais se fica acordado ou se dorme; os animais já não sabem
mais se ficam em suas tocas ou saem para caçar; as lavouras estão se perdendo...
Tudo está tão confuso, que resolvi arriscar este voo e lhe perguntar qual seria o problema.

O Sol percebendo a preocupação do Condor disse-lhe:
- Não sabia que estava causando tantos transtornos!
Confesso que me absorvi em meus pensamentos, que não me dei conta do que estava fazendo.
Posso tentar solucionar isto tudo; prometo tentar...

O Condor percebendo a "dúvida" que ficou nas palavras do Sol, ainda insistiu na mesma pergunta: - Mas o que está ocorrendo, que lhe tirou a atenção do resto do mundo?

Poderia lhe ajudar, se você me dissesse o motivo.

O Sol ainda encoberto, disse-lhe: - Acho difícil alguém me ajudar... Muito difícil mesmo...
E já que está disposto a conversar, diga-me: você já amou alguém Condor?

O Condor apoiou-se nas encostas de uma montanha; abaixou sua cabeça sem olhar para o abismo e respondeu: - Sim, já amei...
Amei uma linda ave, que não era um Condor... Amei e sonhei... Muito...
E porque você me pergunta isto?

Você que é o Sol! Que possui bem mais dotes do que eu; que possui o poder em suas mãos?
Não é possível que não consegue conquistar o amor de sua amada?
Qualquer dama, se renderia à sua luminosidade; ao seu esplendor; ao seu magnetismo natural;
ao seu calor...

E antes mesmo que o Condor continuasse, o Sol o interrompeu dizendo:
- Qualquer uma, menos ela...

O Condor já intrigado de tanta curiosidade, então perguntou:
- Quem Sol? Quem é ela?

Que dama lhe ofusca os olhos?

O Sol, então olhou para o infinito
e disse-lhe com o semblante bem tristonho:
- A Lua... A Lua, amigo!

Neste instante o Condor em respeito ao Sol,
segurou seu sorriso e disse-lhe:
- A Lua?
Como você apaixonou-se por ela?
Como isso aconteceu?

O Sol percebendo o espanto do Condor, lhe respondeu:
- Aconteceu, que nos encontramos por algumas vezes...
Em frações de segundos em alguns lugares, mas nos encontramos!
Por que você está surpreso com isso?

O Condor percebendo que o Sol já estava se exaltando, tentou explicar:
- Por favor amigo, não quero que fique nervoso comigo.
Apenas estranhei a Lua ser sua amada...

- Como estranhou?
Nunca lhe perguntei a quem você amou e se tivesse dado certo, você não me responderia
da maneira como me respondeu!

O Condor então disse:
- Sim, você está certo... Desculpe-me!
O que estranhei, foi que você viu muito pouco esta bela criatura, para poder se apaixonar por ela.

Neste instante o Sol então respondeu: - Sim muito pouco... Muito pouco mesmo... Mas nestas poucas vezes, enxerguei dentro dos olhos dela. Vi toda a beleza que ela trazia dentro de si...
Enxerguei o seu coração... Senti-o bem próximo a mim... Acreditei naquele olhar... Vi cumplicidade... Vi entrega... Vi amor...

O Condor, observou que o Sol lhe falava, mas seus olhos ficavam fixos no infinito, procurando talvez os olhos da Lua.
Então disse-lhe: - Ora, ora amigo, tenho que pensar em uma maneira de lhe ajudar.
E lhe ajudando, estarei sendo ajudado... não só eu, todo o planeta!

O sol com mais emoção então perguntou:
- Como você poderá me ajudar?
- Devagar amigo!
Primeiro preciso me encontrar com alguns amigos de hábitos noturnos e depois lhe darei a resposta.

E o Condor saiu voando mais que rapidamente e em menos de 5 horas; quase à noitinha, apareceu junto à encosta de uma montanha, onde o Sol já se reclinara para adormecer e disse-lhe:

- Veja amigo, o que trouxe junto a mim!
São vários amigos de hábitos noturnos e todos eles estão dispostos a lhe ajudar, se você continuar durante o dia no céu, mais forte do que nunca! É esta a única condição imposta por eles, para lhe ajudar!

O sol intrigado com tantos animais ao seu redor, então os perguntou:
- Então digam, o que vocês fariam?

Neste instante uma coruja, com a fisionomia bem experiente e sábia, disse-lhe:
- Levaríamos à Lua, seus recados; suas notícias...
Tudo que precisar!

O Sol neste momento bramiu com grande satisfação ao dito pela coruja.
E depois sorriu aliviado dizendo:
- Então digam a ela uma "coisinha" muito importante; que nunca tive tempo para dizer;
pois quando nos víamos, ficava tão preocupado pelo pouco tempo de encontro; que esquecia de lhe dizer...

Diga a ela, que a amo! Que a amo, mais do que tudo! Que estarei sempre esperando para nos encontrarmos! Que serei guardião do dia e ela será a guardiã da noite... E trabalhando juntos,
os dias e noites se passarão sem erros e nos veremos novamente! E quando nos encontrarmos novamente, a amarei mais e mais... Nem que demore meio século para este encontro, mas a amarei!

Os animais neste instante se emocionaram com a clareza e transparência do Sol. Agora sim, ele foi sincero em seu sentimento. Ele não o escondeu entre as nuvens escuras e não teve medo de falar o que sentia.

E a noite chegou. A primeira a levar o recado foi a coruja. Do alto de uma árvore, disse à Lua as palavras do Sol.

Naquela noite, uma chuva muito branda, mas "molhada", molhou a Terra. Cada gota de água da chuva, representava emoções e sensibilidade da Lua. Cada gota de chuva representava lágrimas de amor da Lua! Lágrimas de esperanças... Lágrimas de satisfação... Lágrimas de confiança... Agora a Lua sabia que não estava só... E um dia, se encontraria novamente com o Sol... Nem que demorasse meio século... Mas o encontraria... Na imensidão do tempo...

Ao "Sol " e a "Lua " que existem dentro de todo ser humano; que as nuvens e turbulências, apenas dêem um sentido maior a existência desses dois seres!


Fonte:http://luamizade2.blogs.sapo.pt/arquivo/502857.html

O SOL E A LUA


Quando o SOL e a LUA se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.
Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final ...o brilho!
Ficou decidido também que o SOL iluminaria o dia e que a LUA iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.
Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.
A LUA foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.
O SOL por sua vez havia ganhado um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.
Deus então chamou-os e explicou-lhes:
- Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.
Você LUA, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados e será diversas vezes motivo de poesias.
- Quanto a você SOL, sustentará esse título porque será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecerá calor para o ser humano e a sua simples presença fará as pessoas mais felizes.
A LUA entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio.... já
o SOL ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.
No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE:
- Senhor, ajude LUA por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão ....e Deus em sua imensa bondade criou então as estrêlas para fazerem companhia a ela.
LUA sempre que está muito triste recorre as estrêlas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.
Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste.
O SOL ainda esquenta de paixão pela LUA e ela ainda vive na escuridão da saudade.
Dizem que a ordem de Deus era que a LUA deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso....porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.
Quando Feliz consegue ser cheia, mas quando Infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.
LUA e SOL seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrêlas, mas fraca.
Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível.
Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sózinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.
Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da LUA e o do SOL... e foi aí então que ele criou o Eclipse.
Hoje SOL e LUA vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.
Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o SOL encobriu a LUA é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse.
Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor. (autor desconhecido)

Muito lindo este conto, é uma pena que encontrei sem a indicação do escritor. Acontece que na internet a pessoa copia e não indica o nome de quem escreveu e corre trecho como desconhecido. É uma pena.

Paz e Bem!

Fonte: http://luamizade2.blogs.sapo.pt/arquivo/502857.html:

27/03/2010

AMOR É ISSO...


O amor é doçura formosa de ternura Divinal.
Ricas virtudes brilhantes espalhada no ar.
Pingos de luz que crepita na chama da iluminação.
Riqueza ímpar que transcende a imaginação.
A
tiva correntes que liga universos e vida.
É vida de semente endurecida transmutando em broto,
numa riqueza sedenta para germinar.
Abraço quente num dia de inverno,
lúdico sentido em mil emoções.
É beijo cálido em dias de outono,
sutil energia fluida da imaginação.
É suor quente no verão causticante,
olfato despertos com odores extasiantes
É perfume magnificente da primavera,
primorosa energia pulsante do coração.

O amor é isso...
E muito mais do isso...

Norma Villares
01.12.2009


Pra você blogueiro (a)

26/03/2010

SILENCIOS LOQUAZES...


Convidei o cravo para voar nos meus sonhos
E o botão de rosa abriu-se...

Convidei o cravo para perfumar meus dias
E o botão de rosa falou-me...

Convidei o cravo para deliciar meus lábios
E o botão de rosa suspirou...

Convidei o cravo para amar o meu corpo
E o botão de rosa chorou...

Convidei o cravo para amar
E o mundo em loucura girou...

Silêncios loquazes...

Feromônios exalavam...

Cravo e rosa se amaram...

Norma Villares

07.03.2006

25/03/2010

SE...



Se...

Há muito mar para pouca onda.

Hei de ver-te além do grande oceano...

Se...

Há muita terra para pouca planície.

Hei de encontrar-te além da montanha...

Se...

Há muita luz para pouco sol.

Hei de buscar-te além dos astros...


O meu quinhão de paciência nada no mar.

E transbordou em oceano por amar-te...

Voou trilhado de resignação e engoliu a terra.

E alcançou a vista do cume da montanha...

Vestiu-se de luz e no espaço sideral,

Aureolada brilhou de amor.


Norma Villares

15.03.2008

24/03/2010

DORES DA ALMA!

( Salvador Dali)

Que mundo é esse que vivemos...

Que dia é esse que não corre...

Que noite é essa que não passa...

Soluços, entremeios nada que eu faça

Acorda o mundo para ouvir o que grassa

Na alma coletiva inundada em doença social

Chafurdando em opressão aos excluídos

Que mundo é esse que vivemos...

Que dia é esse que não corre...

Que noite é essa que não passa...

Resta na alma apenas a dor...

No redemoínho das tragédias

Pinga dura gota liquída

Vertida em sangue de negros, de pobres

de velhos e crianças, de mulheres...

Que pariu dores invés de flores

Que sonha com o ideal e acorda com o real

Que mundo é esse que vivemos...

Que dia é esse que não corre...

Que noite é essa que não passa...

Dores da alma sentidas e vertidas.

Nas duras tragédias da vida...

Norma Villares

14.01.2010


23/03/2010

INOCÊNCIA DA CRIANÇA

Mestre Osho falava assim:
"O velho homem irradia no mundo uma satisfação de criança. Há uma atmosfera de graça à sua volta, indicando que ele está bem consigo mesmo, e com o que a vida lhe proporcionou. Parece que ela está conversando alegremente com o louva-a-Deus em seu dedo, como se os dois fossem os maiores amigos. As flores cor de rosa que cascateiam em torno dele representam um tempo de deixar acontecer, de relaxamento, de doçura. Elas são uma resposta à sua presença, um reflexo da sua própria natureza”.

A inocência que advém de uma profunda experiência de vida é semelhante à de uma criança, sem ser infantil. A inocência das crianças é bela, mas ignorante. Ela será substituída por desconfiança e dúvida à medida que a criança for crescendo e aprendendo que o mundo pode ser um lugar perigoso e ameaçador.

A inocência, porém, de uma vida plenamente vivida tem um quê da sabedoria e da aceitação da vida em eterna mudança”.

Eu recebi essa mensagem hoje de um amigo e fiquei matutando sobre essa inocência perdida, pela entrada de uma adultice equivocada, mas matutando com Osho... fiquei a pensar que podemos devolver a nós mesmos o prazer de reencontrá-la.
Basta, querer... Olhe bem para essa imagem, e sinta a inocência sendo devolvida a sua alma e, depois saia por aí fazendo peraltices de uma criança livre e solta... não se esqueça que é um adulto, risos... Portanto, tenha parcimônia na dose.
Equilíbrio sempre é bom.

MUDANDO DE ASSUNTO:

Hoje cedo fui a vários blogs e não pude comentar, pois o blogger está retendo meus comentários e, somente naqueles que tem seguinte configuração eu comentei, vou ensinar os passos:

1. - Configuração
2.- Comentário
3.- Posição de formulário de comentários (a opção deve ser a primeira e a segunda) Página inteira ou Janela Pop-up.






4. - Por último SALVAR.

Bem, eu não sei o que aconteceu com o blogger mas o conselho que recebi foi mudar a opção de comentários, mudei e estou comentando. Mas, só comento em blogs com essas opções. Sei que é chato tudo isso, mas eu gosto das pessoas que vem aqui comentar, já fazem parte do meu "dia a dia". O blogger disse que é temporário. Se vocês puderem me ajudar colocando essas opções na configuração de seus comentários, agradeceria.
Paz e Bem!

Fonte:
GIF ANIMADO: http://www.ganhando.net/

22/03/2010

O GRANDE DITADOR

O inesquecível Charles Chaplin (16.04.1889) - o grande na adversidade - com uma infância tão sofrida com a separação dos pais, a mãe uma cantora e atriz, depois da separação ficou mentalmente insana. E o pai era também vocalista e ator e, dependente de álcool. Desde os 3 anos conheceu somente sofrimento, nos períodos de lucidez de sua mãe, ela e os filhos viviam na rua, pois ficara desempregada. Noutros períodos era internada em sanatórios e o pai cuidava das duas crianças. Mas os dois irmãos após a morte de seu pai ficaram abandonados a própria sorte, residindo na rua. E quando sua mãe retornava do sanatório, o reencontro era uma grande festa.

Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo...

Em quase todos seus filmes Charles Chaplin retrata a sua vida nas ruas. Estou postando um vídeo espetacular - túnel do tempo - do final do filme "O Grande Ditador" onde Chaplin faz uma emocionante crítica à guerra.

"VALE A PENA VER DE NOVO"




Bem, creio ser repetitiva em dizer, que esse vídeo apesar de uma passagem no túnel do tempo, tem uma linguagem bem atual. Espero que tenham gostado do vale a pena ver de novo.
Abraços

.....................................................x........................................................

Gente, se alguém puder me ajudar com esse problema dos comentários, pois o blogger está sem publicar meus comentários. Agradeceria de coração.

21/03/2010

CRIANÇA DIZ CADA COISA . . .

(essa moranguinha é minha filha)

Havia, na revista 'Pais e Filhos', um espaço de Pedro Bloch, pediatra e teatrólogo, de coisas engraçadas que as crianças diziam.
Essas historinhas são verdadeiras:

1)- Uma menina estava conversando com a sua professora.
A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena..
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:
- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.
A professora lhe perguntou:
- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?
A menina respondeu:
- Aí a senhora pergunta.
____________________________

2)- Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando.
Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava.
A menina respondeu:
- Estou desenhando Deus.
A professora parou e disse:
- Mas ninguém sabe como é Deus.
Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:
- Saberão dentro de um minuto.
_________________________________

3)- Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.
- E como aconteceu isso? - perguntou a mãe assustada.
- Não foi fácil - admitiu a pequena senhorita - mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.

_______________________________

4)- Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha.
De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura.
Olhou para sua mãe e lhe perguntou:
- Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?
A mãe respondeu:
- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?

_______________________________

5)- Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer..
De volta a casa, contou, com excitação, para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas.
- Como você soube disso? - perguntou a mãe.
- Papai os levantou e olhou por baixo - respondeu o menino - acho que ali estava a etiqueta.
________________________________

6)- Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
- Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos disserem: 'ali está Catarina, é advogada', ou também 'este é o Miguel. Agora é médico'.
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:
- E ali está a professora. Já morreu.

Enfim bogueiros, essas histórias nos faz recordar de nossos filhos, esse moraguinha é minha filha quando criança, e hoje as notíciais de meu filho são melhores, graças a Deus.

Ainda estou com problemas em "comentar", não consigo postar comentários em nenhum blog. Apenas aqueles que temos que colocar o email, nesses eu consegui postar comentários. Infelizmente o blogger diz que tem que esperar eles resolverem.

Como diz a música de Roberto Carlos: Estou sentada a beira do caminho... Precisa acabar logo com isso... Precisa lembrar que eu existo... eu existo... eu existo...

Enquanto isso estou sentada à beira do caminho... lerda... pasma... e triste...
Ah! BUG tri chato...
Abraços

19/03/2010

DESCONCENTRAÇÃO...


* www.art-sor.com *

(ouça o pernilongo cantando)

Num momento de descontração, o grande poeta Carlos Drumond de Andrade escreveu:
"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar....
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo...
Só assim, livrar-me-ei de ti......
Pernilongo Filho da P...

Amigos blogueiros,
Hoje estou precisando de bom humor. A vida é assim quando mais precisamos, doamos primeiro para "só depois" receber.

São coisas de mãe! Eu estou muito triste, porque meu filho está dodói, e eu nada posso fazer para diminuir as dores e devolver a saúde. E o pior, brota um sentimento de impotência que fica n'alma remoendo...

Blogueiros leiam: Também estou muito chateada, porque o blogger está me fazendo perder a paciência, pois estou impossibilitada de comentar, por isso não estou comentando em seus blogs. Espero voltar logo.

Outro dia, foi os seguidores que sumiram, depois os comentários que desapareceram, noutro foi o Avatar dos comentários. O Google diz que é um 'bug', que devo esperar.

Assim, eu fico tristonha porque vou visitar vocês, mas não posso comentar.

Fonte:
1. - Vídeo: http://www.art-sor.com/clip/pernilongo4.htm

O AMOR, QUANDO SE REVELA...



O
amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa


Grande Fernando, jorrando estesia sobre todos nós.
Segue perfume, viu blogueiros...
Hum, cheirinho bom.
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